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URUCUM

Wednesday, November 01st, 2006 | Author:

Nome científico Bixa orellana L

Família Bixaceae
Sinonímia popular Urucu, urucu-ola-mata,achiote,bixa
Parte usada Semente, raiz, folhas
Propriedades terapêuticas Expectorante, hipotensor, vermífugo, afrodisíaco, digestivo.
Princípios ativos Flavonóides, flavonas, ácidos fenólicos, açúcares livres, ácidos graxos saturados, carotenóides, bixinos, norbixina, vitamina C.
Indicações terapêuticas Emagrecimento, bronquite, faringite, doenças pulmonares, asma, febre, moléstias cardiovasculares, ferimentos, queimaduras, inflamação.
Informações complementares

Origem
Amazônia Brasileira.

Descrição
Arbusto de 2-5m de altura , 10cm de diâmetro, peciolos largos, folhas alternas, inteiras, simples, ovadas. Inflorescências panículas terminais, flores vistosas, andróginas; rosadas com manchas púrpuras.

Fruto cápsula ovóide loculicida com numerosas sementes ovóides recobertas por um arilo espinhoso, descoloração variando de amarelo pardo a vermelho púrpuro.

Propagação
Por semente, desenvolve-se satisfatoriamente sob as mais diversas condições climáticas, preferindo solos profundos, permeáveis e bem drenados.

Uso fármaco-terapêutico
Bronquite, faringite, expectorante;
Hipotensor, vermífugo, tratamento de doenças pulmonares, asma, febres, afrodisíaco, moléstias cardiovasculares;
Ferimentos, queimaduras;
Digestivo, inflamação.
Parte utilizada: (1) folhas; (2,3) sementes; (4) raiz.

Modo de usar: (1,2) infusão; (3) pó; (4) decócto.

Uso popular
Utiliza-se as sementes para emagrecer: 3 sementes (2xdia) na 1ª quinzena, 4 sementes na 2ª quinzena (2xdia), 5 sementes na 3ª quinzena (2xdia) e assim vai até completar 3 meses. Queima calorias, acelera o metabolismo e diminui o colesterol. (PASTORAL DA SAÚDE DE CUIABÁ-MT)

Outros usos
As sementes são industrializadas produzindo um pó vermelho denominado colorau, usado para tempero culinário.

Utilizado pelos indígenas como repelente e protetor da pele contra os raios solares.

O arilo contêm o pigmento bixina usado como matéria prima de corantes.

Os restos das cápsulas, após a retirada das sementes, podem ser empregados como adubação orgânica e cobertura morta e em mistura com rações para alimentação animal.

A tintura do fruto é poderoso antídoto do ácido cianídrico que é o veneno contido na raiz da mandioca.

Ervas

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UNHA-DE-GATO

Wednesday, November 01st, 2006 | Author:

Nome científico Uncaria tomentosa (Willd. Ex Roem. & Schult.) DC.

Família Rubiaceae
Sinonímia científica Uncaria surinamensis, Nauclea aculeata, N. tomentosa, Ourouparia tomentosa
Parte usada Folha, raiz, casca
Propriedades terapêuticas Analgésica, antiinflamatória, antimutagênica, antioxidante,antiproliferativa, antitumoral, antiviral, citoprotetora, citostática, citotóxica, depurativa, diurética, hipotensiva, imuno-estimulante, imunomodulatória.
Princípios ativos Acetoxidihidronomilina, ácido alfa-trihidroxi-ursenóico, carboxistrictosidina, ácido acetiluncárico, ácido adípico, alcalóides (especiofilina (uncarina D), isomitrafilina, isopteropodina (unicarina E), mitrafilina, pteropodina (unicarina C).
Indicações terapêuticas Artrite, intestino, problemas digestivos
Informações complementares

Nomes em outros idiomas
Cat´s claw, unha de gato, paraguayo, garabato, garbato casha, samento, toroñ, tambor huasca, uña huasca, uña de gavilan, hawk´s claw, saventaro.

Descrição
UNHA DE GATO (Cat´s Claw) é uma das plantas medicinais peruanas de maior importância. No 1º Congresso Internacional desta espécie patrocinada pela Organização Mundial da Saúde (WHO), catalogou-se o redescobrimento desta planta amazônica como a mais importante descoberta desde o quinina, árvore peruana descoberto no século XVII.

A Unha de Gato é uma vinha de madeira larga e seu nome é proveniente dos espinhos em forma de gancho que crescem ao longo da vinha e envolvem a planta Unha de Gato. Duas espécies próximas da Uncaria são utilizadas quase como substitutas nas florestas: U. tomentosa e U. guianensis.

Ambas espécies podem alcançar mais de 30 m de altura em seu topo, porém a U. tomentosa possui espinhos pequenos e flores branco-amareladas, enquanto que a U. guianensis possui flores laranja-avermelhadas e espinhos que são mais curvados.

Origem
A Unha de Gato é uma planta indígena da floresta Amazônica e outras áreas tropicais da América do Sul e Central, incluindo Peru, Colômbia, Equador, Guiana, Trinidad, Venezuela, Suriname, Costa Rica, Guatemala e Panamá. Existem outras espécies de plantas com um nome comum de Unha de Gato (ou uña de gato) no México e América Latina; porém elas são derivadas de uma planta completamente diferente – não pertencente ao gênero Uncaria ou mesmo à família da Rubiaceae. Muitas variedades da Unha de Gato mexicanas possuem propriedades tóxicas.

Ambas espécies de Uncaria sul americanas são utilizadas pelos índios da Floresta Amazônica de maneiras muito semelhantes além da longa história de uso. A Unha de Gato (U. tomentosa) tem sido utilizada medicinalmente pelas tribos dos Aguaruna, Asháninka, Cashibo, Conibo e Shipibo do Peru por pelo menos 2000 anos.

A tribo indígena Asháninka da região central do Peru possui a história mais antiga registrada com relação ao uso da planta. Elas também são a maior fonte de Unha de Gato do Peru atualmente.

Uso medicinal
Os Asháninka utilizam a Unha de Gato para tratar asma e inflamações do trato urinário; para recuperação do parto; assim como purificador dos rins; para cura de ferimentos profundos; para artrite, reumatismo e dor óssea; para controlar inflamação e úlceras gástricas; e para câncer.

Tribos indígenas em Piura utilizam a Unha de Gato para tratar tumores, inflamações, reumatismo e úlceras gástricas.

Tribos indígenas na Colômbia utilizam a vinha para tratar gonorréia e disenteria. Outras tribos indígenas peruanas utilizam a Unha de Gato para tratar diabetes, câncer do trato urinário feminino, hemorragias, irregularidades na menstruação, cirrose, febres, abscessos, gastrite, reumatismo, inflamações; para lavagem interna e tumores; e para “normalizar o corpo”.

A Unha de Gato também tem sido utilizada como contraceptivo por diversas tribos do Peru (mas somente em doses excessivas), conforme registrado. Dr. Fernando Cabieses, uma conhecida autoridade em plantas medicinais peruanas, explica em seu livro que os Asháninka fervem de 5 a 6 kg da raiz em água até a redução para um pouco menos que um copo.

A quantidade de um copo desta decocção é então tomada diariamente durante o período de menstruação por três meses consecutivos, o que supostamente causa esterilidade por três a quatro anos. Com tantos usos documentados de plantas desta importante floresta, não é surpresa que tenha chamado a atenção de pesquisadores e cientistas do ocidente.

Os estudos foram iniciados no início dos anos 70 , quando Klaus Keplinger, um jornalista e etnologista independente de Innnsbruck, Áustria, organizou o primeiro trabalho definitivo com a Unha de Gato.

O trabalho de Keplinger nos anos 70 e 80 levou os diversos extratos da unha de gato a serem vendidos na Áustria e Alemanha como fitoterápicos, 2-4 assim como o estimulou quatro patentes americanas, que descrevem procedimentos de extração para um grupo de princípios ativos chamados de alcalóides oxíndoles e a imunoestimulação destes alcalóides encontrados na Unha de Gato.5-8

Estes novos alcalóides despertaram interesse mundial nas propriedades medicinais desta valiosa vinha da floresta. Outros pesquisadores independentes da Espanha, França, Japão, Alemanha e Peru seguiram Keplinger, muitos dos quais confirmaram sua pesquisa sobre a imuestimulação de alcalóides da vinha e da raíz.

Muitos destes estudos publicados a partir dos anos 70 ao início dos anos 90 indicaram que 2 frações inteiras dos alcalóides oxíndoles, casca da vinha inteira e/ou extratos da casca e raíz, ou ainda seis alcalóides oxíndoles testados individualmente, aumentaram a função imune em 50% em pequenas quantidades, relativamente.9-16

Pesquisadores canadenses da Universidade de Otawa documentaram que um extrato integral da vinha demonstrou um forte efeito imunoestimulante em 1999. 17 Pesquisadores peruanos independentes demonstraram que um extrato integral da vinha aumentou a função imune em ratos a uma dosagem de 400 mg/kg em um estudo realizado em 1998.18

Novos extratos contidos na Unha de Gato têm sido produzidos desde 1999 até os dias atuais, e os estudos clínicos publicados (financiados pelos produtores destes extratos) têm demonstrado que estes produtos continuam provendo a mesma estimulação imunológica benéfica conforme documentada há quase 20 anos.19-22

O que então foi importante para maior esclarecimento sobre a Unha de Gato, como acontece com pesquisas direcionadas para o mercado. Um produtor de um extrato da Unha de Gato patrocinou um estudo sobre estes alcalóides imuno-estimulantes.

A pesquisa destes alcalóides indicou que supostamente, dois tipos diferentes de Unha de Gato (tipos químicos) crescem na floresta tropical e/ou que a Unha de Gato produz “alcalóides bons” e “alcalóides ruins”. Isto sugeriu que os alcalóides oxíndoles “bons” são os pentacíclicos (POA) e os “ruins” são os tetracíclicos (TOA).

Sua pesquisa chamou a atenção para a correlação dos alcalóides “ruins” com os benefícios imunológicos dos alcalóides “bons”.

Presumidamente a presença tão pequena quanto 1% de TOA na formulação da Unha de Gato poderia diminuir o efeito imunoestimulante em até 30%. Esta pesquisa não foi confirmada por pesquisadores independentes (que são aqueles que não vendem a unha de gato ou que são pagos por companhias que vendem a unha de gato).

Isto poderia explicar todas as pesquisas independentes definitivas realizadas em décadas no Japão, Peru, Alemanha, Espanha e Estados Unidos (incluindo as quatro patentes destes mesmos pesquisadores).

Grande parte da pesquisa independente anterior foi realizada com extratos oxíndoles integrais e a raíz integral ou extratos da vinha. Esta pesquisa documentou a presença de ambos os tipos de alcalóides nas suas análises e extratos todos os quais apresentaram ações imuno-estimulantes.

Surpreendentemente, algumas das “novas pesquisas” contrariaram os achados originais (e confirmados) de marketing! Assim como para a possibilidade de um “novo quimioterápico”: uma planta não altera sua constituição química em cinco anos.

Novamente, existem duas espécies de Unha de Gato – U. tomentosa e U. guianensis, com uma aparência fitoquímica similar, porém uma taxa de alcalóides oxíndoles diferente. Admitidamente (nos últimos 5-8 anos), a presença de U. tomentosa declinou na floresta tropical peruana devido à devastação.

Devido ao baixo crescimento desta espécie à variedade de guianensis facilmente encontrada, ela é um “adulterante” comum encontrada em grandes quantidades de material processado da Unha de Gato que têm sido exportados da América do Sul atualmente.

A Unha de Gato tem sido utilizada no Peru e na Europa desde o início dos anos 90 como tratamento adjuvante para câncer e AIDS, assim como em outras doenças que afetam o sistema imunológico.2-4,23,24 Além dessa atividade imunoestimulante, outras propriedades anticancerígenas in vitro foram documentadas para estes alcalóides e outros constituintes da Unha de Gato.

Cinco dos alcalóides oxíndoles foram documentados clinicamente com propriedades antileucêmicas in vitro,25 e diversos extratos da casca e raiz demonstraram propriedades antimutagênica e antitumorais. 2,26-30 Pesquisadores italianos reportaram em um estudo in vitro realizado em 2001 que a Unha de Gato é inibiu diretamente o crescimento celular do câncer de mama em 90%,31 enquanto que outro grupo reportou que ela inibiu uma camada de estrógenos em células de câncer de mama humano in vitro.32

Pesquisadores suíços documentaram que ela inibiu o crescimento in vitro de células de linfoma e leucemia em 1998.33 Relatórios recentes das pesquisas de observação de Keplinger´s em pacientes com câncer recebendo a Unha de Gato concomitantemente com as terapias de câncer tradicionais como quimioterapia e radiação, reportaram menor efeitos colaterais comparado às terapias tradicionais (como queda de cabelo, perda de peso, náusea, infecções secundárias e problemas de pele).2

Pesquisadores subseqüentes têm demonstrado como estes efeitos podem ser possíveis: eles reportaram que a Unha de Gato pode auxiliar a reparação do DNA celular e prevenir a mutação de células; ela pode também ajudar na prevenção da diminuição de glóbulos brancos e danificação imunológica causada por diversas drogas quimioterápicas (um efeito colateral comum chamado de leucopenia).19-21

Outra área significante de estudo têm focado as propriedades antiinflamatórias da Unha de Gato. Enquanto esteróides da planta (beta-sitosterol, stigmasterol, e campesterol) e princípios ativos antioxidantes (catequinas e procianidinas) encontrados na Unha de Gato são descritos com algumas destas propriedades; novos fitoquímicos chamados de glicosídeos ácidos quinóvicos (encontrados na casca e raízes) foram documentados por serem os anti-inflamatórios mais potentes constituintes da planta (em 1991).34

Este estudo e outros subseqüentes indicaram que a Unha de Gato (especialmente seus glicosídeos) poderiam inibir a inflamação de 46% até 89% em vários testes in vivo e in vitro .35-41 Os resultados destes estudos validaram sua longa história de utilização indígena para artrite e reumatismo, assim como para outros tipos de inflamação estomacal e desordens de intestino.

Isto foi também demonstrado clinicamente na eficácia contra úlceras estomacais em um estudo in vivo com ratos .42 A pesquisa na Argentina reporta que a Unha de Gato é um eficaz antioxidante ;43 outros pesquisadores concluíram em 2000 que é um antioxidante tão bom quanto um inibidor da produção de FNT-alfa notadamente potente. (FNT, ou fator de necrose tumoral, representa um modelo de crescimento tumoral dirigido por uma citocina inflamatória.)

A pesquisa deles reportou que o mecanismo primário para a ação antiinflamatória da Unha de Gato parece ser através da imunomodulação por supressão desta citocina.44

Pesquisadores americanos, notavelmente reportaram em 2002 que as ações antiinflamatórias da Unha de Gato não são atribuídas à imunoestimulação dos alcalóides.45 Isto explicaria porque um produto constituído com a maioria dos alcalóides mostraram somente poucos benefícios para pacientes com artrite por outro grupo que estudava (e vendia) uma preparação especial de alcalóide da Unha de Gato.46

O mesmo grupo de princípios ativos glicosídeos também demonstrou propriedades antivirais in vitro em um outro estudo recente.47 Além de alcalóides imuno-estimulantes, a Unha de Gato também possui os alcalóides rincofilina, hirsutina, e mitrafillina, os quais têm demonstradas propriedades vasodilatadoras e hipotensivas.48,49 A rincofilina também mostrou capacidade de inibir trombose e agregação plaquetária.

Ela também previne coágulos nas vasos sanguíneos, liberam os vasos sanguíneos das células endoteliais , dilatam as veias sanguíneas periferais, diminuem a freqüência cardíaca e o colesterol do sangue.49,50 Algumas das pesquisas mais recentes indicam que a Unha de Gato pode auxiliar pessoas portadoras da doença de Alzheimer pela atribuição dos efeitos antioxidantes já confirmados ou,possivelmente pela dilatação dos vasos sanguíneos do cérebro pelos alcalóides como a rincofilina.51,52

Na Fitoterapia atual, a Unha de Gato é empregada no mundo inteiro nas diferentes condições, incluindo desordens imunológicas, gastrite, úlcera, câncer, artrite, reumatismo, desordens reumáticas, nevralgias, inflamações crônicas de todos os tipos e até doenças virais como herpes zoster (shingles). Dr. Brent Davis, D.C., refere-se à Unha de Gato como a “desbravadora de caminhos” devido à sua habilidade de limpeza de todo o trato gastro intestinal e sua efetividade no tratamento de desordens do estômago e intestino (como a Doença de Crohn, “síndrome do intestino solto”,úlceras, gastrite, diverticulite e outras condições inflamatórias do intestino e estômago).

Dr.Julian W hitaker, M.D., reporta o uso da Unha de Gato nos casos de câncer, devido aos seus efeitos imuno-estimulantes, e ainda que auxilia a prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) e ataques cardíacos, reduz coágulos sanguíneos, podendo ser utilizada também para diverticulite e “síndrome intestinal aguda” .

As formas farmacêuticas mais comumente utilizadas atualmente são cápsulas e comprimidos, os quais estão disponíveis amplamente na maioria das lojas especializadas em alimentos para saúde a preços razoáveis. Existem também novos (e mais caros) extratos de Unha de Gato em comprimidos e cápsulas-alguns reservados para pesquisa (embora pagos para pesquisa).

Uma boa qualidade da casca da vinha da Unha de Gato natural com princípios ativos presentes naturalmente é a mais valorizada em termos monetários. Ela contém todos os princípios ativos naturais em uma quantidade média apropriada (incluindo alcalóides imuno-estimulantes , antiinflamatórios esteroidais e glicosídeos antioxidantes) sem adulteração laboratorial.

Estas técnicas invasivas podem extrair somente um tipo específico de princípio ativo, ou alterar a média de princípios ativos que ocorrem naturalmente nos sistemas vegetais complexos-que ignora a eficiência indígena honrada pelo tempo e a sinergia da planta.

Como a demanda do mercado com relação à esta planta da floresta tropical aumentou nos últimos cinco anos , mais empresas se envolveram em negócios para sua obtenção e portanto, a qualidade dos materiais processados vindos da América do Sul pode ser questionável, algumas vezes. Freqüentemente, uma combinação de U. tomentosa e U.guianensis é obtida e vendida como “Unha de Gato” (pois hoje em dia a espécie guianensis é mais facilmente encontrada). Com uma boa qualidade , um fabricante e rótulo confiáveis obtêm os melhores resultados e os melhores preços.

Princípios Ativos (continuação)
Uncarina F, rincofilina), aloisopteropodina, alopteropodina, angustina, campesterol, carboxistrictosidina, catecol, D-catechina, DL-catecol, ácido catecutânico, beta-sitosterol, corinanteína, corinoxeína, dihidrocorinanteína, óxido-n-dihidrocorinanteína, dihidrogambirtanino, ácido elágico, L-epicatecol, epicatechina, estigmasterol, ácido gálico, hanadamina, hirsutina, hirsuteína, óxido-n-hirsutina, hiperina, 3-iso-19-epi-ajmalicina, isocorinozeína, isorrincofilina, óxido-n-isorrinchofilina, isorotundifolina, ácido cetouncárico, 11-metoxiohimbina, ácido oleanólico, ourouparina, oxogambirtanino, ácido quinóvico, rotundifolina, uncarina, ácido ursólico.

Dosagem indicada – medicações tradicionais
Para benefícios imunológicos e para saúde em geral, na prática recomenda-se de 500 mg a 1 g diariamente do pó da vinha em comprimidos ou cápsulas, como preventivo uso por 3 meses e curativa 6 meses ou a critério medico, BIESKI, 2005.

Doses terapêuticas da Unha de Gato são reportadas com doses máximas de 10 g ao dia. Geralmente como auxílio para artrite, intestino e problemas digestivos, recomenda-se de 3-5 g diariamente se um bom produto é obtido.

Como alternativa, uma decocção padrão da casca da vinha pode ser utilizada de forma semelhante à utilizada pelos indígenas da Amazônia. A dosagem padrão utilizada para a manutenção da saúde e problemas em geral é de 1/2-1 copo da decocção uma vez ao dia, até no máximo um copo três vezes ao dia de acordo com necessidades específicas.

A adição de suco de limão ou vinagre a decocção durante a fervura ajudaria a extrair mais alcalóides e menos taninos da casca. Utilize por volta de 1/2 colher de suco de limão ou vinagre por copo de água. Para padronização e/ou extração dos produtos, seguir as instruções no rótulo.

Contra-indicações
A Unha de Gato tem sido documentada clinicamente com efeitos imuno-estimulantes e contra-indicada antes ou após transplante de qualquer órgão ou de medula óssea, ou ainda de enxerto de pele. A Unha de Gato tem sido documentada com propriedades antifertilizantes e, portanto, é contra-indicada em mulheres que pretendem engravidar (este efeito porém, ainda não tem comprovação suficiente para ser utilizada como um contraceptivo e não pode ser administrado para tal).

A Unha de Gato também tem sido documentada com princípios ativos possivelmente redutores da agregação plaquetária e “afinador” do sangue. Em primeiro lugar, verifique com seu médico se você está utilizando coumadin (varfarina)ou outro anticoagulante.

A utilização destes deve ser descontinuada de uma semana a dez dias antes de qualquer procedimento cirúrgico importante. Dois alcalóides da unha de gato têm sido documentados com propriedades hipotensivas. Pessoas com baixa pressão arterial ou em uso de medicação antihipertensiva devem verificar com seu médico antes de iniciar a utilização desta planta e se permitido, utilizar com cautela.

O melhor a fazer é a monitoração da pressão arterial com ajustes de medicação necessários individualmente dependendo da quantidade de unha de gato administrada. A Unha de Gato requer ácido estomacal suficiente para ajudar o bloqueio de taninos e alcalóides durante a digestão e auxiliar a absorção.

Evite tomar cápsulas ou comprimidos da casca concomitantemente ao uso de anti-ácidos. Evite tomar extratos líquidos com alta concentração de taninos (coloração escura) diretamente pela boca e dilua primeiro em água ou suco ácido.

Altas dosagens de unha de gato (3-4 gramas de uma só vez) tem sido reportado como a causa de algumas dores abdominais ou problemas gastrintestinais, incluindo diarréia (devido à quantidade de taninos presentes na casca da vinha). Se a diarréia for leve, o uso pode ser continuado. Descontinue o uso ou reduza a dose se a diarréia persistir por mais de 3-4 dias.

Interações Medicamentosas
Devido aos seus efeitos imuno estimulantes, a unha de gato não poderia ser utilizada com medicações com a intenção de suprimir o sistema imunológico, como a ciclosporina ou outras medicações prescritas após transplante de órgãos. (Esta teoria ainda não foi comprovada cientificamente.)

Baseado em estudos com ratos in vivo, a unha de gato pode proteger contra danificações gastrintestinais associadas à administração de drogas antiinflamatórias não esteroidais (NSAIDs) como o ibuprofeno. Podem potencializar o coumadin (varfarina), drogas anticoagulantes e antihipertensivas.

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TOMILHO

Wednesday, November 01st, 2006 | Author:

Nome científico Thymus vulgaris L.

Família Lamiáceas (Labiadas)
Sinonímia popular Tomilho, serpão, serpil, serpilho, serpol, timo
Parte usada Capítulos florais (sumidades floridas) e folhas, utilizados frescos ou secos ao sol.
Propriedades terapêuticas Carminativa, antiespasmódica, antitussígena, expectorante, bactericida, anti-helmíntica e adstringente
Princípios ativos Óleos voláteis – líquido incolor que gradualmente fica vermelho, tem cheiro medicinal e sabor ácido (principalmente timol e carvacrol), flavonóides, ácido cafeico, ácido oleanólico, ácido ursólico, resinas, saponinas e taninos.
Indicações terapêuticas Desobstrução das vias aéreas, tosses, asma, laringite, amigdalite (como gargarejo); fortalecer as raízes dos cabelos, diminuindo a queda; banho estimulante; dispepsia (má digestão); auxilia a eliminação de gases intestinais.
Informações complementares

Origem
Costas européias do Mediterrâneo.

Nomes em outros idiomas
Thyme (inglês)
Thym, serpolet (francês)
Tomillo, tomillo de jardín, tremoncillo, carrasquilla (espanhol)
Timo, timo maggiore (italiano)
Echter thymian (alemão)
Outras espécies
Thymus x citriodorus (com rico aroma cítrico e flores cor-de-rosa)
Thymus herba-barona (folhas verde-escuras)
Thymus serpillum
Características gerais
Arbusto perene, que atinge até 30 cm de altura, sempre verde, de caule tortuoso, lenhoso rasteiro, do qual partem os numerosos ramos eretos compactos, formando touceiras.

As folhas são opostas, pequenas, sésseis (sem pecíolo) ou com pecíolo curtos, lineares, lanceolados, oblongos ou ovais, com bordos enrolados para baixo, verdes na face superior e verde-acinzentadas na inferior.

As flores são pequenas, rosadas ou brancas. A planta toda possui um odor aromático e sabor picante, amargo (Panizza, 1999).

Propaga-se por divisão de touceiras, por estacas e por sementes. Quando propagada por sementes, resulta em plantas mais ricas e aromáticas. Desenvolve-se bem em regiões de altitude média. Não floresce no Brasil e nem em regiões tropicais.

Confusões
Muitas vezes confundida com o orégano, devido à semelhança das folhas.

Uso medicinal – receitas populares
Contra tosse
Em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de flores e folhas, adicione água fervente, abafe por 10 minutos e coe. Adoce com mel ou açúcar mascavo. Tome 1 xícara de chá morno 3 vezes ao dia.

Contra queda dos cabelos
Em 1 copo de água fervente, coloque 2 colheres de sopa de folhas e flores. Deixe esfriar. Após a lavagem dos cabelos, massageie o couro cabeludo com o chá e deixe agir por 15 minutos. Repita 1 vez por semana.

Em casos de bronquite
Em 100 ml de água fervente, colocar 3 gramas de tomilho, repousar por 18 minutos, adoçar com mel. Tomar 3 xícaras ao dia (Gonsalves, 2002)

Uso culinário

Ramos frescos para aromatizar carnes, peixes, verduras, legumes, queijos e pizzas. Utilizado como aromatizante de carnes e embutidos, pois ajuda a preservar a carne do desenvolvimento de fungos (Negraes, 2003).

Um dos ingredientes do bouquet garni e também das ervas da Província (herbes de Provence).

Usado para rechear pepinos, tomates, pimentões e berinjelas. Pode ser adicionado a vinagres ou azeites.

Um pouco de história
O nome Thymus vem do grego e significa força ou coragem. Considerado remédio dos fracos e desanimados, estímulo dos guerreiros e antidepressivo dos romanos (utilizado em banhos aromáticos). Foi plantado nos Jardins de Carlos Magno.

Para os gregos, o tomilho teria brotado das lágrimas de Helena de Tróia. Suas folhas eram queimadas como incenso, por ser a planta sinônimo de força, felicidade, coragem e altivez.

Os egípcios e os etruscos costumavam embalsamar seus mortos com esta e outras ervas.

No século XVII, fazia-se uma sopa com tomilho e cerveja para “curar a timidez”.

Contra-indicações
O óleo é tóxico, não devendo ser ingerido. Só deve ser usado externamente – uso tópico – diluído em óleo-base (carreador).

Não há relatos de problemas causados durante a gestação ou lactação, desde que usado em doses moderadas. Tem reputação de afetar o ciclo menstrual, não devendo, portanto, ser ingerido em doses altas (Newall, 2002).

Considerado seguro para utilização culinária.

Ervas

  • a origem do tomilho
  • como usar o cha de tomilho para o cabelo
  • ervas de tomilho
  • incenso de tomilho

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TOMATE

Wednesday, November 01st, 2006 | Author:

Nome científico Lycopersicum esculentum (L.) H. Karst.
Família Solanáceas
Sinonímia popular Tomate, tomateiro
Sinonímia científica Solanum lycopersicon L.
Parte usada Folha e fruto
Propriedades terapêuticas Diurético, laxativo, elimina o ácido úrico, antioxidante, antiinflamatório, antifúngica, inibidora da absorção do colesterol.
Princípios ativos Água, açúcares, ácidos orgânicos, pectinas, potássio, fósforo, vitaminas, pigmentos sais minerais; saponinas; tomatina, tomatidina, solanina, ácido clorogênico, furocumarina.
Indicações terapêuticas Cicatrizante em queimaduras, gargarejos, aftas e sapinhos, tratamento de Candida albicans, auxiliar no tratamento de hiperplasia benigna de próstata, auxiliar no tratamento para redução de colesterol.
Informações complementares

Nomes em outros idiomas
Tomato (inglês)
Pomerolo, pomodoro (italiano)
Pomme d´amour (francês)
Gur-bagem; Takkal

Origem
América do Sul – região andina. Foi levado para a Europa e América do Norte.

Características gerais
Planta anual, ereta, com ramos herbáceos, muito ramificada. Flores amarelas, dispostas em cachos. Fruto comestível em diversos formatos, geralmente globoso, de casca fina e vermelha, com muitas pequenas sementes.

Outras espécies
Solanum muricatum (tomate-francês);
Lycopersicon pipinellifolium Mill.

Princípios ativos
Frutos maduros: água, açúcares (sacarose, frutose, glicose); ácidos orgânicos (málico, cítrico, tartárico, oxálico e succínico); pectinas; potássio; fósforo; vitaminas (A, B1 – tiamina, B2 – riboflavina, B5 – niacina, C – ácido ascórbico); pigmentos (licopeno – que dá a cor vermelha ao fruto – e xantofilas).

Folhas: rutina; sais minerais; saponinas; tomatina, tomatidina, solanina. Contém ainda ácido clorogênico e furocumarina.

Uso medicinal – receitas populares
Queimaduras
O decoto das folhas aliviam queimaduras e aceleram o processo de cicatrização.

Artrite
O suco de tomate, com um pouco de salsa, auxilia no tratamento de artrite (Balbach).

Hiperplasia de próstata
Usar diariamente na alimentação, ou em forma de suco: uma xícara por dia, durante vários meses (Matos, 2002). Já existem medicamentos fitoterápicos à base de licopeno, podendo ser utilizados, com segurança, no lugar do fruto ou do suco.

Candidíase bucal (sapinhos)
Usa-se o bochecho do sumo recém-preparado por trituração do fruto e passado na peneira (Matos, 2002).

Artritismo, reumatismo
Tomar diariamente 100 a 200ml de suco de tomate fresco todos os dias.

Para reduzir ácido úrico
Tomar diariamente 200 a 250ml de suco de tomates frescos e maduros.

Uso culinário
Usos alimentares Em molhos, saladas, sucos.

Contra-indicações
Internamente, o fruto do tomate verde não deve ser usado, devido à presença de um glicoalcalóide esteroidal, a solanina. Pessoas sensíveis ao ácido oxálico também não devem ingerir tomate (Panizza, 1997).

Enquanto se estiver ingerindo quantidades grandes de tomate (fruto), deve-se evitar a exposição, demorada, ao sol, devido à ação fotossensibilizante das furocumarinas presentes no tomate (Lorenzi, 2002).

As folhas não devem ser usadas internamente, apresentando fortes efeitos como: diarréia, cólicas, vômitos.

As folhas também são utilizadas popularmente como abortivas.

Outras variedades

Tomate pêra: pequeno, piriforme e vermelho; em São Paulo é utilizado pelas indústrias;
Tomate Santa Cruz: tem um inconfundível “umbigo” e é resistente a pragas;
Tomate rei Humberto: pequeno, retangular, vermelho-escuro, de sabor brando;
Tomate Ficarazzi: grande, achatado, pode pesar até 700 gramas;
Tomate Marglobe: globular, liso, carnoso; tamanho variando de médio a grande;
Tomate Ponderosa: muito grande, desigual, amarelo, pouco conhecido no Brasil.

Ervas

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TANCHAGEM

Wednesday, November 01st, 2006 | Author:

Nome científico Plantago spp.
Parte usada Toda a planta
Propriedades terapêuticas Expectorante, antidiarréica, cicatrizante, adstringente, emoliente, depurativa, laxativa
Indicações terapêuticas Inflamações bucofaringeanas, dérmicas, gastrintestinais e das vias urinárias
Informações complementares

Indicações:

Expectorante, antidiarréico (folha), cicatrizante, adstringente, emoliente e depurativo. Usada no tratamento das inflamações bucofaringeanas, dérmicas, gastrintestinais e das vias urinárias. As sementes são laxativas.

Preparo e dosagem:
Infusão: 1 xíc. de cafezinho de folhas frescas picadas em 1/2 litro de água, tomar 1 xíc. de chá a cada 6 horas para infecções bucofaringeanas e 1 xíc. a cada 8 horas para problemas gastrintestinais.
Gargarejo: acrescentar à infusão 1 colher de sopa de sal comum, gargarejar 3 vezes ao dia.
Infusão: utilizar 1 colher (sopa) de sementes em 1 copo de água fervente. Deixar uma noite em maceração. No dia seguinte, em jejum, tomar o copo (laxante suave).
Cataplasma: colocar as folhas frescas amassadas sobre feridas para favorecer a cicatrização.

Ervas

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STEVIA

Wednesday, November 01st, 2006 | Author:

Nome científico Stevia rebaudiana Bertoni
Família Compostas
Sinonímia popular Azuca-caá, caá-jhe-hê, caá-yupi, caá-ehé
Sinonímia científica Eupatorium rebaudianum Bertoni
Parte usada Folhas
Propriedades terapêuticas Hipoglicemiante, hipotensora, diurética , cardiotônica, tônica para o sistema vascular, antiflogística
Princípios ativos Glicosídeos, Esteviosídeo (5 a 10%),Rebaudiosídeo (2 a 4%), Dulcosídeo, Saponinas, Óleo essencial, taninos
Indicações terapêuticas Diabetes, hipertensão arterial, azia, baixar ácido úrico, reumatismo, fadiga, depressão, insônia, emagrecimento
Informações complementares

Outros nomes populares
Capim-doce, eura-caá, erva-adocicada, erva-doce, estévia, folha-doce, planta-doce.

Origem
Paraguai

Uso medicinal
O uso na forma de chá impede a absorção do açúcar pelo intestino, sendo benéfico aos portadores de diabetes, que podem reduzir a quantidade de insulina tomada diariamente. Deve ter acompanhamento médico.

O uso também é benéfico para quem quer regular o açúcar da dieta habitual. Nos casos de hipertensão arterial, atua como elemento regulador.

Cita-se também como tônico para o coração, contra obesidade, hipertensão, azia e para baixar os níveis de ácido úrico. Tônico para o sistema vascular, razão pela qual se torna útil nos casos de reumatismo e hipertensão.

Exerce também efeito calmante sobre o sistema nervoso, eliminando a fadiga, a depressão, a insônia e a tensão, estimula as funções digestivas e cerebrais e age como antiflogística.

Como substitui perfeitamente o açúcar, sem alterar o nível normal de glicemia, e favorece a eliminação de toxinas, é recomendada nos regimes de emagrecimento.

Os constituintes responsáveis pelas propriedades adoçantes de suas folhas são os glicosídeos, sendo o mais doce o esteviosídeo, que tem um poder adoçante 300 vezes maior que o da sacarose e pode representar até 18% da composição total da folha.

Dosagem indicada
Diabetes
Em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (chá ) de folhas secas, bem picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) 2 vezes ao dia, entre as refeições.

Refrigerante para diabéticos
Coloque 1 colher (sobremesa) de folhas secas, bem picadas, em 1 copo de água em fervura. Desligue o fogo e deixe em repouso por 15 minutos. Em seguida coe e adicione o suco de 1 limão e gelo. Tome 1 copo 2 vezes ao dia.

Diurético
Coloque 1 colher (café) de folhas secas bem picadas e 1 colher (chá) de folha de abacateiro picada em 1 xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo e deixe em repouso por 15 minutos. Em seguida coe em filtro de papel ou de pano. Tome 1 xícara (chá) 2 vezes ao dia, sendo uma no período da manhã e outra à tarde.

Efeitos colaterais
Embora se afirme que a stévia não apresenta efeitos colaterais, deve-se alertar para o fato de uma suposta ação anticoncepcional, já que os índios guaranis a utilizavam para esta finalidade.

É muito importante lembrar que seu uso por diabéticos deve ter sempre um acompanhamento médico.

Curiosidades
Durante séculos os índios guaranis do Paraguai e do Brasil têm utilizado as folhas desta planta como adoçante, principalmente para adoçar seu chá mate muito consumido por esses povos.

A notícia de que havia uma planta tão doce que uma única folha seria capaz de adoçar um bule cheio do mate mais amargo, espalhou-se rapidamente no final do século XVI, quando se iniciaram os primeiros estudos com esta planta, marcado com o primeiro artigo sobre suas propriedades datando de 1900.

O primeiro botânico brasileiro a estudar esta variedade foi o dr. Geraldo Kuhlmann, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde se encontra ainda hoje um exemplar para lá enviado em 1918.

O adoçante de estévia é comercializado hoje em quase todo mundo, sendo os japoneses seus maiores consumidores.

Vários estudos validaram suas propriedades, até mesmo nos EUA, onde imaginem que seu emprego é proibido por pressão e lobby da poderosa indústria de adoçantes artificiais.

Ervas

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SETE-SANGRIAS

Wednesday, November 01st, 2006 | Author:

Nome científico Cuphea balsamona Cham. & Schltdl.
Família Litráceas
Sinonímia popular Erva-de-sangue, guanxuma vermelha.
Sinonímia científica Cuphea carthaginensis (Jacq.) J.F. Macbr
Parte usada Toda a planta
Propriedades terapêuticas Hipotensora; depurativa; diurética; diaforética; auxilia a eliminação de ácido úrico; anti-sifilítica
Princípios ativos Mucilagens, resina, óleo volátil (óleo essencial), pigmentos flavonóides.
Indicações terapêuticas Hipertensão arterial, arritmias cardíacas, tosse de cardíacos, arterosclerose, combate o enrijecimento das paredes das artérias, afecções da pele como psoríase e eczemas, redução do colesterol
Informações complementares

Outras espécies todas descritas como ornamentais

Cuphea melvilla Lind. (Minas Gerais, Brasil)
Cuphea hyssopifolia (México e Guatemala)
Cuphea ignea A. DC (México)
Cuphea ilavea (Estados Unidos)
Características gerais
Planta herbácea, de 20 a 60 cm de altura, tendo o caule revestido por pelos glandulares vermelhos. As folhas verdes, simples, são opostas, com pecíolo curto e piloso na fase inferior. Flores pequenas de cor rosa arroxeada. Fruto em cápsula. Reproduz-se por sementes, preferindo solos úmidos e arenosos. Floresce o ano todo, tendo seu auge nos meses de junho e julho.

É considerada erva daninha pela facilidade com que se espalha.

Pode ser colhida em qualquer época do ano. Mais comum nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Goiás.

Confusões
Symplocos platyphylla Benth. – sete-sangrias de árvore

Receitas populares
Contra pressão alta
Ferva 200 ml (1 xícara) de água e jogue sobre uma colher (sobremesa) de planta seca (folhas e flores); cubra e deixe por cerca de 10 minutos; coe e beba. Três xícaras ao dia. Não adoçar. Observação: se usar o caule, deixe ferver por 5 minutos junto com a água.

Contra psoríase e problemas de pele
Ferva uma colher (sopa) de planta seca picada em 100 ml (meia xícara) de leite, durante 5 minutos; cubra, deixe amornar e coe. Faça compressas com gaze ou com algodão, 2 a 3 vezes ao dia. Paralelamente, tome o chá, como depurativo.

Tosse de cardíacos
Ferva 250 ml de água e jogue sobre uma colher (sopa) de planta seca; cubra e deixe amornar por 10 minutos; coe e adicione 1 xícara de açúcar; leve ao fogo brando, mexendo até dissolver o açúcar. Tome 1 colher (sopa) 3 vezes ao dia.

Uso alimentar
Desconhecido

Curiosidades
Segundo a teoria das assinaturas, em que as plantas apresentam semelhanças com as partes do corpo sobre as quais atuam, o caule da sete-sangrias é avermelhado, lembrando os vasos sangüíneos.

Esta planta é conhecida como sendo sete vezes melhor do que uma sangria, daí a origem do nome.

Contra-indicações
Não deve ser tomada por crianças.

Ervas

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SAIÃO

Wednesday, November 01st, 2006 | Author:

Nome científico Kalanchoe brasiliensis Cambess
Família Crassulaceae
Propriedades terapêuticas Antimicrobiana, hipotensor, antiinflamatório
Indicações terapêuticas Infecção pulmonar, erisipela, queimaduras, feridas, úlceras de pele, verrugas
Informações complementares

Empregado principalmente nas infecções pulmonares e genituinárias. Como agente externo, auxilia no tratamento de erisipelas, queimaduras, feridas, úlceras de pele e verrugas.

Foi evidenciada atividade antimicrobiana in vitro contra Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Bacillus subtilis, Candida albicans e Escherichia coli, além de efeito hipotensor (hipertenção arterial) e antiinflamatório.

Ervas

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RUIBARBO

Wednesday, November 01st, 2006 | Author:

Nome científico Rheum palmatum L.

Família Polygonaceae
Sinonímia popular Ruibarbo palmado, ruibarbo de Chinghai (China).
Parte usada Rizoma.
Propriedades terapêuticas Aperiente, antiinflamatório, laxante.
Princípios ativos Taninos gálicos e catéquicos, ácidos orgânicos, flavonóides, ácido oxálico.
Indicações terapêuticas Gengivite, estomatite, constipação (prisão de ventre), anorexia, infecções do aparelho urinário, faringites, diarréia.
Informações complementares

Nome em outro idioma
Rhubarb (Ingl)

Descrição botânica
Trata–se de uma planta perene pertencente à família das Polygonáceas, que pode alcançar uma altura de dois metros. Caracterizada por apresentar um caule grosso, folhas grandes (30-40 cm de comprimento), dispostas en grupos basales, cordadas e palmadamente bilobulares.

As flores têm tonalidades que variam entre o vermelho amarelado e o verde-esbranquiçado, agrupadas ao tamanho de um talo alto, e que aparecem durante o verão.

São originárias da Ásia Central e Oriental, especialmente da China e Tibet. Crescem em terrenos úmidos, em alturas que variam os 3.000 e 4.000 metros. É cultivada atualmente na Europa e Estados Unidos, inclusive em territórios planos, com fins medicinais e ornamentais, embora as espécies provenientes da China sejam as melhores do ponto de vista terapêutico.

Parte utilizada
Rizoma. Normalmente cortam-se em rodelas ou tiras longitudinais, para facilitar sua posterior dessecação. Costuma-se também descascá-la para aproveitar o súber (tecido secundário externo presente em talos e raízes de muitos vegetais).

Vários pesquisadores chegaram à conclusão de que a raiz medicinal seria obtido de diversas variedades de ruibarbo e não de uma única espécie. A padronização das doses e sua exata medição se constituem em processos dificultosos.

História
O ruibarbo foi uma planta muito utilizada na Antigüidade no continente asiático, sendo descrita no herbário chinês Pen-King no ano de 2.700 a.C., onde era conhecida com o nome de Ta-Huang (“gran amarilla”). Dioscórides a chamou de rheon de onde se originou a atual denominacão. Foi descoberta e trasladada pelo navegante Marco Polo, no final do século XIII, que assinalou as províncias chineses de Kiangsu e Suchou como os locais de origem desta planta, já que a procedência original sempre foi uma incógnita.

Posteriormente se introduziu através da Ásia Menor nos jardins europeus até o ano de 1763, extendendo-se massivamente através de seu uso popular em todo o continente. Não obstante, esta espécie não se reproduzia corretamente nos jardins europeus o que induziu a pensar que o clima e o solo eram fundamentais para obter um bom produto medicinal. Foi assim que nesses jardins acabavam cultivando uma variedade similar que crescia nas montanhas do que hoje se conhece como Bulgária, denominando-se ruibarbo inglês ou rapôntico, que era de menor qualidade e eficácia que o original.

Composição química
Derivados hidroxi-antracênicos (3-12%): presentes nos rizomas sob a forma de glucósidos antraquinônicos (60-80%): emodina, aloe-emodina, raponticina, crisofanol, reina e fisciona. Os derivados hidroxi-antracênicos dos exemplares procedentes da China apresentam uma concentração de 3-6%, e entre 2-3% nos de procedência européia. Também foram detectados glucósidos diantrônicos (10-25%) derivados de reina (senósidos C e D ) e heterodiantronas (palmidinas A, B e C, senidina C, reidinas B e C ). Os glucósidos diantrônicos são abundantes na droga fresca.

Taninos gálicos e catéquicos (5-10%): presentes nos rizomas: glucogalina, ácidos gálicos livres, catequina, epicatequina, ratanina e lindleina.

Ácidos orgânicos: compostos por ácido cinâmico, ácido fenilpropiônico, ác. ferúlico, ác. quínico, ác. cafeico e ác. crisofânico.

Flavonóides: rutina (1,3%), reidinas A, B e C, catequina.

Outros: ácido oxálico (folhas e em menor medida no rizoma) entre 5 e 15%, princípio amargo, materiais corantes (aloesona), pectinas, almidón (16%), resinas, vestígios de óleo essencial, enzimas (oxidasas e antraglucosidasas), mucílagos, glucósidos de estilbeno (rapontina, rapontigenina), beta-sitosterol e compostos fenólicos.

Ações farmacológicas
Os glucósidos antraquinônicos exercem um efeito laxante suave quando se emprega o rizoma seco. O mesmo costuma-se administrar-se em forma de extrato em doses que oscilam entre 2 e 5 gr/dia. Paradoxalmente, em doses pequenas (0,3 gr/dia) exerce um efeito antidiarreíco e digestivo (por ação predominante dos taninos). Inclusive essas doses apresentam uma ação que estimula o apetite, devido seu sabor amargo (Mitchell J., 1979).

O contido en antraquinonas livres seria responsável pelos efeitos secundários observados durante seu emprego como laxante, em especial os referidos a irritação do trato intestinal, quando são empregadas cápsulas ou comprimidos feitos em base a extratos totais. Continuando com as antraquinonas, são reportados alguns trabalhos sobre as mesmas que evidenciaram uma eficaz atividade contra o virus do herpes simples (Sydiskis R. et al., 1991). Por seu lado, a reina tem mostrado atividade antibacteriana frente a anaeróbios (Cyong J. et al., 1987).

Sobre a atividade digestiva, e em especial os casos de meteorismo, foi analisado o extrato de ruibarbo junto com alcachofra e yerbabuena (todos em partes iguais) sobre 57 pacientes que apresentavam este sintoma, observando-se 88% de efetividade ao fim de uma semana de tratamento (Piñero Corpas J. et al., 1988).

O extrato cru da droga e em especial o acetônico, tem demonstrado um efeito inibidor sobre a atividade da enzima tirosinasa mediante um mecanismo competitivo, no qual conduz a uma menor síntese de melanina (Iida K. et al., 1996).

Por outro lado, um estudo a doble ciego (um método estatístico) realizado por médicos da Universidade de Shanghai em 140 mulheres grávidas com risco de hipertensão arterial durante a 28ª semana de gestação, foram tratadas entre 9-10 semanas com extratos de ruibarbo em baixas doses (0,75 g/dia), em comparação com 125 casos similares a quem se administrou placebo. O grupo tratado com ruibarbo mostrou um significativo descenso nos níveis de antitrombina III, fibronectina e PAI (plasminogen activator inhibiter).

Assim mesmo, se verificou hipertensão arterial só em 5,7% das pacientes tratadas com ruibarbo, contra 20,8% do grupo controle. O mecanismo de inibição da atividade PAI reduz a atividade da fibronectina e diminue a possibilidade de um eventual dano endotelial, contribuindo assim a reduzir o risco de hipertensão arterial nestas pacientes (Zhang Z. et al., 1995).

Por último, o extrato seco, iodado e purificado de ruibarbo se preescreve farmaceuticamente, associado ao ácido salicílico em casos de gengivites e estomatites. Os extratos de ruibarbo estão autorizados nos Estados Unidos (21 CFR nº 172.510) como promovedor de sabor ou aperitivos amargos dentro da categoria de suplementos dietários (Mc Caleb R., 1993). O Conselho da Europa tem catalogado como recurso alimentício ou promovedor natural do sabor, na categoria N2, que implica limitações de seus princípios ativos no produto final. Assim mesmo figura em várias farmacopéias como as da Alemanha, Austrália, Brasil, China, Egito, Europa, França, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Itália, Portugal, Rep. Checa, Romania, Rússia e Suíça.

Efeitos adversos e/ou tóxicos
Os mesmos estão relacionados ao contido em antraquinonas livres do rizoma e se apresentam sob a forma de espasmos e dores de cólicas no trato intestinal, em especial a ingestão durante períodos prolongados gerando fenômenos de tolerância. Os electrolitos podem se alterar produzindo hiposodiemia, hipopotasemia e hipocalcemia, que em casos graves conduzem a hiperaldosteronismo secundário, arritmias cardíacas e osteoporoses, respectivamente (Yokozawa T. et al., 1993). Assim mesmo, foi detectado um caso de reação anafilática consecutiva à ingestão de ruibarbo (Mitchell J., 1979).

A possibilidade de que as antraquinonas podem gerar carcinoma colorrectal através de mecanismos mutagênicos é discutível, já que foi reportado um só caso fatal (leiomiosarcoma de intestino delgado) em uma mulher de 18 anos de idade que durante cinco anos havia consumido diariamente laxantes contendo dantronas (Patel P. et al., 1989). De todos os modos, estudos realizados em roedores evidenciaram um potencial genotoxicidada em alguns compostos antraquinônicos aglicósidos (Siegers C., 1992).

Por outro lado, estudos colonoscópicos realizados em 1095 pacientes que consumiam cronicamente laxantes antraquinônicos determinaram na grande maioria deles uma alteração da pigmentação da mucosa denominada Pseudomelanosis coli, a qual é indicador de abuso de laxantes deste tipo, e remitirían as semanas de suspender os mesmos (Siegers C., 1992). Para mais informações, ver a descrição de sen (arbusto cujas folhas são usadas em infusão como purgante) ou cáscara sagrada.

Contra indicações
Não consumir as folhas em casos de litiasis renal ou urinária e gota (pela presença de oxalatos). Não administrar a crianças nem durante a gravidez ou lactância. Não administrar em casos de hemorróidas (Newall C. et al., 1996).

Interações medicamentosas
Seu consumo pode interferir na absorção de ferro e outros minerais (Griffith W., 1995).

Usos etnomedicinais – formas galênicas
Entre os usos mais populares do ruibarbo cita-se o emprego em casos de constipação (prisão de ventre) ocasional, anorexia, infecções do aparelho urinário, gengivites e faringites (como colutório).

A tintura de ruibarbo é empregada como antidiarreico a doses de 5-10 gotas por vez. Em doses de 1 ml tem um efeito laxante suave e com 2,5 ml um efeito purgante mais potente, que pode acompanhar fortes dores cólicas (nestes casos se neutraliza com menta ou hinojo (uma planta aromática).

Em casos de diarréia se emprega a decocção (0,5 gr de raiz por dose) e 3 gr por dose, em casos de constipação. Popularmente é empregada na China a decocção (muito concentrada) para aplicar externamente em casos de forúnculos e enfermidades supurativas da pele. Curiosamente nesse país é praticamente utilizado o ruibarbo como anti-inflamatório e não como laxante.

A tintura (1:5 en álcool de 96º) se prescreve a razão de 2 ml por dose en casos de dispepsia, e de 1-2,5 ml por dose em constipação. O extracto fluido destanizado (1 g = 47 gotas) se dosa a razão de 0,2 a 0,5 g/doses como laxante e 1.4 g/dose como purgante.

Curiosidades
O intenso comércio do ruibarbo na Europa durante o século XVIII fez com que vários estados protegessem suas fronteiras do tráfico ilegal.

Em 1731 se criou na fronteira da Rússia com a Mongólia a chamada comissão do ruibarbo cuja finalidade era tentar importar para os soviéticos o ruibarbo de melhor qualidade dos mercadores mongóis, que chegavam perto da fronteira. Para eles fixava-se um preço único que teriam que renegociar anualmente e se implementavam controles de qualidade que permitiam devolver as peças duvidosas ou de má qualidade. Logo, o ruibarbo que superava esses controles era renegociado na Europa a preços muito elevados e sem possibilidade de regatear.

Em contrapartida, as companhias britânicas assentadas em colonias asiáticas obtinham raizes de baixa qualidade que logo vendiam em leilões em Londres, a preços desregulados. Estas foram, em síntese, as duas fontes mais importantes de ruibarbo entre os séculos XVII e XIX.

Variedades
Rheum officinale Baill.( R. raphonticum L.),(R. tanguticum L.) É a outra espécie asiática que provê os princípios ativos utilizados na medicina, junto a R. palmatum. Foi introduzida mais tarde que esta no continente europeu (1867) pelo botânico francés H. Baillon. Caracteriza-se por apresentar um porte um pouco maior que R. palmatum, podendo alcançar uma altura de 3 metros, com flores esbranquiçadas e suas folhas podem chegar a quase 1 metro de largura. Seus princípios ativos são praticamente idênticos à variedade anterior.

Rheum rhabarbarum L. (R. undulatum L.)
Trata-se de uma espécie cultivada em jardins, da qual se aproveitam seus pecíolos (0,3% de ácido oxálico e taninos) que são comestíveis. As nervaduras e o limbo das folhas apresentam heterósidos antraquinônicos os quais são tóxicos, sobretudo quando se confundem com espinaca (planta de horta, comestível) e são ingeridas como tal.

Ervas

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RUBIM

Wednesday, November 01st, 2006 | Author:

Nome científico Leonotis nepetaefolia (R. Br.) W. T. Aiton

Família Labiateae (Lamiaceae)
Sinonímia popular Cordão-de-frade, cordão-de-são-francisco
Sinonímia científica Phlomis nepetaefolia L.
Parte usada Planta inteira em floração
Propriedades terapêuticas Tônica, estimulante, diurética, febrífuga, sudorífica, carminativa, antiespasmódica.
Indicações terapêuticas Bronquite crônica, tosses, asma brônquica, elefantíase, hemorragias uterinas, dores reumáticas, contusões, inflamação urinária, eliminação de ácido úrico.
Informações complementares

Outros nomes populares
Catinga-de-mulata, emenda-nervos, pau-de-praga, ribim, rubim-de-bola, rubim.

Outro nome científico
Leonorus globosus Moench

Nomes em outros países e idiomas

Lion´s-ear, lion´s tail (inglês)
Gros bouton, gros tête (francês)
Cordón de fraile, orechio del leone, molinillo (espanhol)
Löwenohr (alemão)
Matico (Argentina)
Rascamono (Porto Rico)

Características gerais
Planta sub-arbustiva de caule herbáceo, ereta, pouco ramificada, caule quadrangular, mede de 0,80 a 2 m de altura. Folhas membranáceas, simples, opostas, longo-pecioladas,de face inferior cor verde-esbranquiçada. Flor: flores labiadas de cor alaranjada, com sépalas terminadas em ponta aguda e áspera, reunidas em inflorescências globosas axilares distribuídas ao longo da haste, lembrando um cordão com nós usados por frades.

Considerada como erva daninha, prefere locais como campo, pastagens e beira de estradas. Floresce entre janeiro e maio. Sua distribuição é pantropical e possui 15 espécies tropicais.

Estrutura morfológica
O caule, de seção transversal quadrangular, apresenta epiderme simples com pêlos simples, pluricelulares, pêlos capitados com função glandular. Estômatos muito proeminentes, que se relacionam com o parênquima cortical rico em conteúdo lipídico, glicídico, amilífero. O tecido condutor está organizado em feixes colaterais com maior desenvolvimento nos vértices caulinares.

Princípios ativos
Diterpenos-methoxynepetofolin, ácido labdalênico e alênico, nepetaefolinol, leonotina, leonotinina; cumarinas, óleos essenciais com a presença de lactonas sesquiterpênicas, flavonóides, glicosídeos, triterpenóides e cafeína, compostos como ácido linoleico, ácido mirístico, nepetaefilino, nepetaefolinino, nepetaefuran.

Uso medicinal
Planta muito utilizada como tônica, estimulante, diurética, febrífuga, sudorífica, carminativa, antiespasmódica, casos de bronquite crônica, tosses, asma brônquica, elefantíase, hemorragias uterinas, dores reumáticas, contusões. É considerada eficiente nos casos de inflamação urinária e auxilia a eliminação de ácido úrico.

Nativos das Guianas empregam suas inflorescências para estimular a secreção da bile (ação colagoga) e melhorar a digestão.

Na região amazônica aplica-se um macerado da planta no local lesado para aliviar a dor da contusão e cicatrização.

Em outros locais (Vale do Ribeira), a infusão das folhas é usada internamente para gripes, reumatismo, hipotensão, distúrbios do estômago, dores de barriga e também como cicatrizante.

Uso popular e dosagem indicada
A tradição popular também utiliza a planta de várias formas: no Ceará, o xarope das flores é indicado para problemas digestivos; em Minas Gerais, a planta florida é usada para fraqueza geral, inflamações broncopulmonares, expectorante e úlceras; no Rio Grande do Sul, o chá da planta toda é tomado duas vezes ao dia para reumatismo, e uma xícara ao dia por dois dias como antitérmico e abortivo; no Mato Grosso o sumo da raiz amassada é usada para combater a Maleita.(Plantas Medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica- Di Stasi, 2002).

Propriedades farmacológicas
Foram encontrados no Rubim atividades broncodilatadoras, anti-depressiva e espasmolíticas, porém não foram observadas atividades antiinflamatórias e diuréticas (Calixto et al.,1988; Era et al., 1988), ação antimicrobiana(Cós et al.,2002) e nem antialérgica (Rossi-Ferreira et al.,1995). Mas em 1995, Robineau, L.G. da Universidade de Antioquia em Santo Domingo no artigo “Hacia uma farmacopea caribeña”, comprovou uma atividade antiedematogênica e antimicrobiana com Bacillus subtilis e Staphylococcus aureus.

Foi constatada atividade antifúngica para dois fungos do tipo queratinófilo, Microsporum gypseum e Trichophyton terrestre pelo fitoquímico nepetaefolinol (Rai,MK et al. 2001). Estudos feitos em animais de laboratórios do chá e do extrato hidroalcoólico provocaram um relaxamento da musculatura lisa, aumento da força de contração do coração (in vitro).

Confusões de espécies
Outras plantas recebem os mesmos nomes populares. É necessário saber o nome científico da espécie e principais usos. A toxicidade de cada espécie também é muito importante para não correr riscos de saúde.

Duas espécies da família das Labiadas recebem o mesmo nome: é a espécie Leonorus sibirucus L., conhecida como rubim, macaé, erva-das lavadeiras, marroio, cordão-de-são-francisco, e a Leucas martinicensis R. Br., conhecida como cordão-de-frade, catinga-de-mulata, cordão-de-são-francisco, pau-de-praga.

Curiosidades
Planta melífera, que atrae além de abelhas, pássaros e borboletas. O nome do gênero Leonotis foi descrito inicialmente por Christian Persoon e significava “orelha de leão” por causa do lábio da corola ser grande.

Uso culinário
Na culinária, as folhas do rubim são usadas em saladas.

Cuidado
Mulheres gestantes devem evitar o uso interno desta planta devido possível ação abortiva.

Ervas

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