AZEDINHA (2)
Wednesday, November 01st, 2006 | Author: Ervas Medicinais
Família Poligonáceas
Sinonímia popular Azedeira, azedinha da horta, azeda-brava
Sinonímia científica Acetosa pratensis Mill.
Parte usada Planta inteira
Propriedades terapêuticas Antiescorbútica, laxativa, diurética, antiinflamatória, refrescante, tônico
Princípios ativos Antraquinonas, ácido oxálico e oxalatos (oxalato ácido de potássio), vitamina C, 5% de taninos, substâncias amargas, gordura, açúcar, ferro
Indicações terapêuticas Anemias, erupções cutâneas, falta de apetite, retenção de urina, eczemas crônicos, verminoses, afecções biliosas, dores do abdômen, inchaço, cansaço dos pés e mãos, chagas, feridas, úlceras
Informações complementares
Atenção
Não confundir esta azedinha (Rumex acetosa L) com outra azedinha (Oxalis acetosella L.)
Outro nome popular
Azeda comum
Nome em outros idiomas
Espanhol: acedera, vinagrera, agrilla
Alemão: Sauerampfer
Inglês: common sorrel, sheeps´sorrel
Italiano: ronice, acetosa
Francês: oiselle de pres
Origem
Europa e Ásia.
Uso medicinal
Segundo Pio Corrêa, é uma planta acidulante, refrigerante e neutralizadora da ação de substâncias purgativas e acres. No estado fresco encerra 41% de ácido silícico, 17% de cal, 15% de potassa, 5% de ácido fosfórico e em quantidades menores pela ordem em que vão sendo mencionadas, magnésia, alumina, soda, óxido de ferro, cloro, ácido sulfúrico e óxido de manganês. Além de seu valor como alimento em saladas, caldos, etc. é refrescante e muito depurativo.
Na medicina atual suas folhas frescas e cruas são utilizadas em casos de falta de apetite, casos de retenção de urina e como depurativo do sangue.
As sementes são utilizadas para combater eczemas crônicos e verminoses. A decocção das folhas e da raiz é antiescorbútica e diurética, sendo empregada com este último objetivo nas afecções biliosas e inflamatórias.
As suas raízes podem ser utilizadas como laxante por conter antraquinonas em sua composição. O sabor amargo é devido à quantidade de ácido oxálico que possui, que limita sua utilização.
Para uso externo, uma máscara facial pode ser feita, picando finamente suas folhas sendo assim um excelente descongestionante.
O chá feito com a erva seca pode ser utilizada interna ou externamente para problemas de pele. Um vinho cozido com a azedinha pode ser um remédio barato para dores do abdômen.
O suco pode ser utilizado para tratar deficiências em vitaminas. Porém seu uso deve ser restrito e moderado, principalmente para pessoas com tendência a formação de cálculos.
Dosagens indicadas
Infusão para problemas de pele. Colocar 2 colheres de chá da erva seca com um quarto de litro de água fervente. Deixar abafado por 10 minutos. A dose correta é de duas xícaras ao dia, não passar disso. O restante indevido deve-se utilizar para lavar o local afetado.
Diurético
Infusão: verter um litro de água fervendo sobre uma porção de folhas picadas. Repousar 10 minutos. Tomar três calicezinhos ao dia.
Suco: espremer um punhado de folhas frescas até obter seu suco. Tomar 1 colher (sopa) de hora em hora.
Chagas, feridas, úlceras: faz-se um cozimento com um punhado de folhas em um litro de água por alguns minutos. Banhar o local.
Artesanato
Arte e Artesanato
Ervas Medicinais
Inchaço e cansaço dos pés e mãos: aplica-se um cataplasma feito com folhas inteiras frescas .
Contra-indicações
O sabor amargo da azedinha é devido ao conteúdo de ácido oxálico que limita sua utilização. Pessoas com tendência a formação de cálculos oxálicos não devem fazer o consumo desta planta. Não deve ser utilizado por pessoas que tenham artrite, reumatismo e cálculos.
Não se deve fazer o uso de suas folhas frescas em grande quantidade, com o risco de intoxicação. Quando a azedinha é escaldada, perde grande parte de seus ácidos oxálicos, tornado-a mais própria para o consumo e diminui assim seu efeito indesejável.
Efeitos colaterais
O consumo de azedinha em grandes quantidade é problema sério, pois compromete na digestão, a absorção de cálcio pelo organismo, levando a graves enfermidades. Portanto deve-se consumi-la com moderação e de preferência escaldada, com isso diminuindo seus efeitos indesejáveis e aproveitando suas propriedades benéficas.
Não deve ser utilizado por pessoas que tenham artrite, reumatismo e cálculos. Mesmo assim seu consumo deve ser moderado, pois seus oxalatos e sais alcalinos podem levar a uma intoxicação. Vômitos, diarréias, dificuldade de engolir e urinar podem ser os efeitos da intoxicação. Portanto cuidado ao consumi-la em grande quantidade!
Culinária
Utilizado em sopas, também como saladas. Para o consumo são mais apropriadas as folhas e brotos tenros antes da floração. O seu sabor ácido empresta às saladas sabor muito agradável. Porém fazer uso moderado. Não se deve cozinhar a azedinha em panelas de alumínio. Esta regra também vale para o espinafre.
Cozinha-se a azedinha como o espinafre, adicionando ovos batidos e manteigas. Uma sopa deliciosa pode-se fazer com a azedinha, fritando o alho em óleo e adicionando em seguida fubá. Ao dourar um pouco o fubá , acrescenta-se água e deixa cozinhar até engrossar o caldo. Ao fervido adicionar a azedinha picada e mexer um pouco.
Uma outra sopa saborosa :
2 porções de azedinha picada
1/4 copo pequeno de manteiga
6 copos de caldo de carne magro
2 gemas
sal e pimenta a gosto
Derreta a manteiga na panela no fogo baixo e frite suavemente a azedinha por 5 minutos. Não deixe que a manteiga escureça e fique marrom. Assim estraga o sabor. Adicione o caldo de carne e ferva, tirando toda a espuma que se formar na superfície. Tempere. Bata as gemas diretamente no recipiente onde irá ser servida a sopa. E adicione o líquido fervente sobre as gemas bem batidas, batendo vigorosamente com um garfo. Sirva imediatamente com torradas e queijo ralado.
Curiosidades
Pedáneo Dioscórides, médico militar grego do exército de Nero, utilizava suas sementes com água e vinho, para curar problemas de diarréia. As raízes ele as utilizava para dermatites e cozidas com vinho para dores de dentes e ouvidos.
Na Idade Média eram utilizadas as raízes como emoliente, para males do fígado e depurativo. Porém na medicina moderna já não é mais utilizada. Mas na medicina popular ainda é muito apreciada.
Hoje é empregada na Homeopatia uma tintura que se faz de suas raízes frescas.
Uma forte infusão de azedinha remove manchas de linho, vime e prata. As folhas e as partes floridas produzem um corante amarelo esverdeado. A raiz fornece material corante vermelho.
Ervas
ORÉGANO by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Origanum vulgare L.
LIMÃO by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Citrus limon (L.
IPÊ-ROXO by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Tabebuia avellaneade Lors et Gris
Família Bignoneaceas
Sinonímia popular Pau d´arco, ipê, ipê-uva, piuva
Parte usada Entrecasca (líber) ou o lenho (cerne)
Propriedades terapêuticas Anti-inflamatória, cicatrizante, analgésica, sedativa, tônica, anti-microbiana
Princípios ativos Lapachol, blapachona
Indicações terapêuticas Úlceras varicosas, hemorróidas, reumatismo, artrite, doenças da pele, eczema, gastrites, inflamação intestival, inflamação do aparelho genital feminino, cistite, bronquite, anemia, diabetes
Informações complementares
O ipê-roxo, pau d´arco, ipê, ipê-uva ou piuva é uma árvore de porte avantajado, muito difundida na América, e pertence à família das Bignoneaceas.
ANIS-ESTRELADO by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Illicium verum
Parte usada Frutos com suas sementes
Propriedades terapêuticas Digestivo, carminativo,anti-espasmódico.
ERVA-CIDREIRA-DE-ARBUSTO by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Lippia alba (Mill.
