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CAPIM-LIMÃO OU CAPIM-CIDRÓ

Wednesday, November 01st, 2006 | Author: Ervas Medicinais

Nome científico Cymbopogon citratus (DC.) Stapf.
Família Poaceae (Gramineae)
Sinonímia popular Capim-cidró, capim-limão, capim-cidreira
Parte usada Folha
Propriedades terapêuticas Bactericida, antiespasmódico, calmante, analgésico suave, carminativo estomáquico, diurético, sudorífico, hipotensor, anti-reumático.
Indicações terapêuticas Insônia, nervosismo, ansiedade, digestivo estomacal e gases intestinais.

Informações complementares

Uso medicinal

Outros nomes comuns
Capim-cidrão, chá-de-estrada, erva-cidreira, citronela-de-java.

Nomes em outros idiomas
Lemon grass, west indian lemongrass.

Origem
Espécie originária da Índia. Sua introdução no Brasil é muito antiga; possivelmente, já no tempo colonial, era utilizada como planta ornamental, sendo encontrada cultivada em todo o país.

Descrição botânica
É uma erva perene, ereta, cespitosa, de 0,60 a 3 m de altura, com caule rizomatoso muito ramificado, escuro, curto, semi-subterrâneo e palhoso. As raízes são fibrosas, escuras e numerosas. Dos rizomas partem colmos em tufos eretos e folhosos.

As folhas são moles, basais, planas, glabras, estreitas e longas (0,50 a 1 m), invaginantes, aromáticas, paralelinérveas, com margens ásperas e cortantes e ápice acuminado. Têm lâmina de cor verde-grisácea com veios bem visíveis na face inferior e de cor verde-brilhante e lisa na face superior, lígula e bainha forte, não-articulada com o limbo.

As flores são em espiguetas sésseis, canaliculadas no lado ventral, têm de 4,5-5 mm de comprimento, 0,80-1 mm de largura e margens ciliadas. As espiguetas situam-se sobre ráquis que formam racimos curtos (1 a 1,50 cm) que, por sua vez, formam panículas contraídas, bracteosas e terminais. O florescimento é muito raramente observado no Rio Grande do Sul.

Os frutos são cariopses oblongas, secos indeiscentes.

Planta estolonífera, constituindo touceiras compactas e grandes, formadas por numerosos colmos eretos, simples ou ramificados, de 2 a 3 m de altura, exalando um aroma característico, lembrando o do limão.

Cultivo
Variedades: não se conhecem variedades desta espécie, pelo menos no sul do Brasil. Por vezes, é considerada, popularmente, como variedade uma outra espécie: o Capim-cidró (II) Cymbopogon flexuosus (Nees) Stapf., com um teor mais alto de citral (70-85%). Porém, esta espécie é muito pouco conhecida e cultivada no Brasil.

Solos: vegeta melhor nos areno-argilosos, embora tolere os arenosos e mesmo os argilosos. Umidade em excesso bem como os solos demasiadamente secos são impróprios a esta cultura. É planta esgotante do solo, exigente em matéria orgânica e nutrientes. Por isso, as touceiras devem ser desmanchadas ao final de 3 a 5 anos, para renovar a cultura em outro local, e, no solo antes ocupado pela cultura, plantar leguminosas e outras raízes profundas.

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Clima: os climas tropical e subtropical até o temperado-brando são os indicados para a cultura. Ressente-se dos ventos frios e das geadas no inverno que queimam as folhas, embora não cheguem a matar as plantas. Recomendam-se as vertentes leste ou norte bem ensolaradas, marcando as linhas de cultivo em curva de nível.

Propagação: como a planta praticamente não floresce no Rio Grande do Sul, não há como propagá-la por sementes. A propagação é, então, feita por divisão das touceiras. Ao retirar as mudas, deve-se encurtar as folhas e aparar as raízes, não deixando que sequem, mantendo-as umedecidas ou imersas em água. Selecionam-se as melhores mudas.

Plantio: é realizado de fins de agosto até outubro. Em locais menos frios, também pode ser feito em março-abril. As mudas são colocadas em linhas distanciadas de 0,60 a 0,80 m, deixando as plantas separadas de 0,30-0,40 m, entre si, nas linhas.

Tratos culturais: são poucos, constando de replantio das falhas, pois várias mudas não vingam no plantio. Realizam-se capinas e irrigações, as quais se restringirão aos períodos de forte seca. Na primavera é feita uma adubação complementar entre as linhas.

Pragas e doenças: em condições de solo inadequado e/ou excesso de chuvas, combinadas com forte calor, poderá ocorrer o aparecimento de fungos de ferrugem das folhas. Um arestamento na ponta das folhas pelos ventos frios será fato normal nas nossas condições climáticas. Poderá, ocasionalmente, ocorrer o aparecimento de pulgões ou cochonilhas na base das folhas ou nos rizomas.

Colheita: a colheita da parte aérea (folhas e colmos novos) se inicia 6 meses após o plantio, apresentando, no 1º ano, baixo rendimento. As plantas devem ser cortadas a 10 cm acima do solo para que rebrotem sem prejudicar os rizomas. Cortes de 10.000 kg/ha de planta verde são normais no 1º corte de cada ano, reduzindo-se nos demais. Ao secar, a redução de peso será da ordem de 60% (o rendimento em óleo varia de 0,4 a 0,6% na planta verde).

Rendimentos, componentes e aplicações da planta e do seu óleo essencial
O rendimento em óleo essencial na espécie C. citratus, nas condições de Viamão, tem sido de 0,4 a 0,6% (RAUBER. et al. 1999).

Seu óleo essencial é usado em perfumaria para a produção de b-ionona (aroma de violetas), na síntese da vitamina A e como antisséptico, por sua ação fungistática (RAUBER et al. 1999).

Por estas inúmeras aplicações, o óleo essencial do capim-cidró tem procura no mercado nacional e internacional, e seus preços têm sido considerados compensadores, embora sua produção por hectare seja baixa (comparada a outras gramíneas aromáticas). Isto se deve a três fatores: menor resistência ao frio, que queima as extremidades das folhas; crescimento mais lento; maior propensão à ferrugem da folha.

Outros usos
A planta também é usada como fixadora das margens de estradas e rodovias.

Ervas - Nome cientifico - Propriedades

ESPINHEIRA-SANTA by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Maytenus ilicifolia Mart.

BÁLSAMO-DO-PERU by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Myroxylon peruiferum L.

TOMILHO by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Thymus vulgaris L.

GRAVIOLA by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Annona muricata L.

VIOLETA by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Viola odorata L.

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Category: Nomes Populares

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