LOSNA
Wednesday, November 01st, 2006 | Author: Ervas Medicinais
Família Asteraceae
Sinonímia popular Absinto, artemísia, losma, gotas-amargas
Parte usada Folhas e flores
Propriedades terapêuticas Carminativa, diurética, colagoga, emenagoga, abortiva, antiparasitária, vermífugo, aperiente
Princípios ativos Tujona, flavonóides, ácidos fenólicos (cafeico), taninos, ácidos graxos, esteróis, carotenóides, vitaminas B e C, compostos azulênicos, metilcamazuleno.
Indicações terapêuticas Queimaduras, otites, micoses de pele, ulcerações na pele (tópico), feridas, anemia.
Informações complementares
Outros nomes populares
Losna-maior, erva-santa, erva-dos-vermes, erva-do-fel.
Nome em outros idiomas
Absinthe (França)
Wermut (Alemanha)
Assenzio (Itália)
Common wormwood ou green ginger (USA)
Ajenjo (Espanha, Argentina)
Armoise, madderwort, malurt
Classificação Botânica
Reino: Magnoliopsida
Classe: Asterales
Família: Asteraceae (Compositae)
Gênero: Artemísia
Espécie: absinthium
Descrição botânica
É uma planta herbácea, medindo de 0,40 a um pouco mais de 1 metro de altura, perene; caule piloso (curtos e sedosos), folhas pecioladas, alternas trilobadas na base da planta, com segmentos lanceolados e obtusos; nas medianas são bilobadas e as próximas das flores são de margem inteiras; possuem cor esverdeada na parte superior e branco-prateada na parte inferior. As sumidades floridas estão em capítulos subglobosos, amarelos, agrupados em panículas. O epiderme é formado de células sinuosas, contém estomas nas duas faces; pêlos tectores, glândulas sésseis ou curtíssimamente pedunculadas; o mesofilo é heterogêneo.
Características gerais
Todas as partes da planta possuem sabor muito amargo e aroma muito forte. Crescem espontaneamente em locais pedregosos da Europa, Ásia e norte da África. No Brasil é cultivada em hortas e jardins em locais agrestes; produz melhor em climas temperados. Tem preferência por solos argilo-arenosos, mas cresce em todos os solos desde que permeáveis. A propagação é feita por divisão de touceiras com raízes, estacas de galhos ou sementes.
Colheita: colhe-se as folhas preferencialmente antes da floração nas primeiras horas do dia. Em cultivos comerciais, corta-se toda a planta após dois anos.
Princípios ativos
Seu principal componente é um óleo essencial que varia de cor verde-azulada e amarelo-castanho composto principalmente de tujona e alfa e beta-tujona, representando uma porcentagem superior a 40% dependendo do período de colheita Mas foram identificados aproximadamente 60 compostos, mono e sesquiterpenos, muitos deles oxidados; estão presentes o linalol, 1,8-cineol, beta-bisabolol, alfa-curcumeno e espatulenol, nerol elemol.
Possui lactonas sesquiterpênicas (do tipo guaianólidos) responsáveis pelo sabor amargo que são: a absintina(0,20-0,28%), artabsina, matricina e anabsintina.
Possui outros constituintes identificados que são: flavonóides, ácidos fenólicos (cafeico), taninos, ácidos graxos, esteróis, carotenóides e vitaminas B e C. A cor azulada indica a presença de compostos azulênicos, metilcamazuleno e outros.
Artesanato
Arte e Artesanato
Ervas Medicinais
O óleo essencial obtido das flores, principalmente no início da floração, contém mais tujona do que o óleo extraído das folhas.
Atividade biológica
A absintina tem propriedade amargo-estomáquica. Tujona: possui ação anti-helmíntica contra Ascaris lumbricoides, efeito estimulante do coração e musculatura uterina. Possui também ação antagônica para envenenamentos por narcóticos.
Propriedades farmacológicas
As preparações administradas por via oral produzem um aumento das secreções biliares, gástricas, devido a presença das substâncias amargas. Tem ação estimulante do apetite e favorece a digestão. O óleo essencial possui propriedades carminativas, espasmolítica, antibacteriana e fúngica. Segundo a Comissão E e ESCOP está indicada principalmente para a perda de apetite, dispepsia e distúrbios biliares, espasmos gastrointestinais e flatulência.
Toxicologia da planta
O óleo essencial da Artemísia (losna) puro não é recomendado para uso interno. Por conter tujona na sua composição é altamente tóxico.
A intoxicação manifesta-se através de espasmos gastrointestinais, vômitos, retenção de urina por complicações renais severas, vertigem, tremores e convulsões. O uso prolongado do absinto (bebida alcoólica feita com a losna (A. absinthium) produz um efeito conhecido como abisintismo que se caracteriza por transtornos nervosos, gástricos e hepáticos podendo provocar perturbações da consciência e degeneração do S.N.C.
Não deve ser usada por gestantes e crianças menores. Um trabalho publicado em 2002 na Itália confirmou os efeitos neurotóxicos da tujona, presente no absinto.
A planta não dever ser usada continuamente e sem prescrição médica.
Formas de utilização e dosagem
Utilizar na forma de infusões; tinturas e extratos fluidos. Decocção para uso externo em feridas, úlceras de pele e compressas.
Outros usos
É muito utilizada na preparação de aperitivos amargos.
Outros trabalhos
Um trabalho publicado por Juteau F et al (2003) do óleo essencial da Artemísia Absinthium coletadas na França e Croácia testou a atividade antimicrobiana in vitro de Cândida albicans e Saccharomices cerevisae var. chevalieri.
Outro trabalho feito no Canadá por Chiasson H et al (2001) está testando na A. absinthium a propriedade acaricida do seus óleos essenciais, principalmente pelo composto tujona.
Uma outra espécie (Artemísia annua, L.) está sendo estudada por sua propriedade anti-malárica.
História do absinto
Planta conhecida na Antiga Grécia e pelos celtas e árabes com citações datada de 600 AC para tratamentos digestivos. O licor de absinto era muito conhecido e apreciado por poetas e artistas como Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Artur Rimbaud, Degas, Manet, Baudelaire, Picasso e outros.
Era conhecida com o nome de “fada verde” (líquido verde-esmeralda) e ao que estudos indicam, responsável pelo comportamento bizarro de Van Gogh. O consumo do licor de absinto está proibido na França desde 1915 e atualmente em outros países da Europa e Estados Unidos.
Ervas - Nome cientifico - Propriedades
GUANDÚ by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Cajanus cajan (L.
ORÉGANO by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Origanum vulgare L.
SAPONARIA by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Saponaria officinalis L.
NOGUEIRA by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Juglans regia L.
CASTANHA-DO-PARÁ by Ervas Medicinais on November 1st, 2006
Nome científico Bertholletia excelsa Bonpl.
