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Os benefícios das ervas medicinais

Tuesday, April 19th, 2011 | Author:

Os benefícios das ervas medicinais

Aprenda o cuidado que devemos ter na compra de ervas medicinais nas ruas. E a fitoterapeuta Maria Cristina Felix explica a diferença entre cada planta e os benefícios que elas trazem à saúde.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Ervas

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Como comprar Ervas Medicinais

Monday, March 21st, 2011 | Author:

Edie Polo foi às ruas de São Paulo checar as ervas que são vendidas em barracas, sem nenhum tipo de certificação. O especialista André Resende se juntou a nosso repórter para conferir o que anda sendo vendido.

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Chá de Hortelã

Monday, March 22nd, 2010 | Author:

Medicinal Hortelã

Todas as hortelãs encerram em suas folhas vitaminas A,B e C. minerais (cálcio, fósforo, ferro e potássio);exercem ação tônica e estimulante sobre o aparelho digestivo, além de propriedades antisépticas e ligeiramente anestésicas .Para picadas de insetos em crianças, colocar rapidamente muitas folhas amassadas em cima. Bom para dores de cabeça e juntas doloridas. Para dores abdominais, tomar um copo de leite aquecido com algumas folhas de hortelã. Ligeiramente vermífugo (lombriga e oxíuros), calmante, é também um bom chá para gripes e resfriados. Combate cólicas e gases, aumenta produção e circulação da bílis. Favorece expulsão dos catarros e impede a formação de mais muco. Infusão indicada para gripes e resfriados.

Infusão – 3 gs em 100 ml de água fervente não mais que 5 minutos.
Óleo medicinal – Mergulhar um bom punhado de folhas e flores amassadas em azeite por 4 dias para aplicações locais com massagens.
1. M.piperita – Fortificante de glândulas, nervos e coração. Efeitos antiespasmódicos e calmantes. Dores do baixo ventre, cãimbras e prisão de ventre. Infusão quente favorece transpiração e facilita menstruação. Os chás são conhecidos calmantes para idosos e crianças. Para combater o soluço, tomar 1/2 colher de suco fresco de folha de m.piperita com algumas gotas de vinagre.

2. M. spicata- recomendado por suas virtudes diuréticas e anti-térmicas

3. Balsamite major/Chrysanthemum balsamite (família compostas) para distúrbios do estômago e da cabeça (infusão de não mais de 5 minutos para não amargar); também indicada para gota, ciática e dores semelhantes(maceração em azeite de oliva por 4 dias, aplicação externa local.Curiosidade: na Nova Inglaterra é conhecida como folha da bíblia, pois era utilizada para marcar as páginas da bíblia no culto dominical, e os fiéis mascavam suas folhas para afastar o sono.

4. Hortelà do norte, levante: usam-se as folhas e ramos floridos nas cólicas intestinais e como excitante do sistema nervoso central, na proporção de 3 gramas para um copo de água fervente.

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Tudo sobre Sucupira

Monday, March 22nd, 2010 | Author:

Sucupira é o nome popular dado a várias espécies de árvores brasileiras, entre elas:

  • Pterogyne nitens (amendoim-bravo);
  • Acosmium subelegans (amendoim-falso);
  • Bowdichia virgilioides (sucupira-preto);
  • Diplotropis purpurea (sucupira-preta, da Amazônia);
  • Leucochloron incuriale (chico-pires);
  • Pterodon emarginatus (sucupira);
  • Pterodon polygalaeflorus — que alguns autores consideram a mesma espécie da Pterodon emarginatus;
  • Sclerobium álbum e Sclerolobium aureum (carvoeiro);
  • Sweetia fruticosa (angelim).

Outros nomes populares: faveiro, fava-de-sucupira, fava-de-santo-inácio, sucupira-branca, sucupira-lisa.

Características

É árvore de porte médio, de 8 a 16 metros, de copa piramidal rala. O tronco tem casca lisa branco-amarelada. As raízes formam às vezes expansões de reserva, as batatas-de-sucupira.

As folhas compostas bipinadas. Flores rosadas, em inflorescências terminais tipo panículo. A espécie Pterodon polygalaeflorus Benth., considerada por alguns autores como a mesma da P. emarginatus, ocorre mais ao norte do Brasil e tem flores azul-violeta.

Fruto tipo legume indeiscente, alado, com uma única semente protegida por cápsula fibrosa e envolta em substância oleosa numa estrutura esponjosa.

A árvore é decídua, não-pioneira, heliófita e xerófita, nativa de terrenos secos e arenosos. Apresenta dispersão descontínua, muitas vezes com populações puras.

Floresce em setembro-outubro e os frutos amdurecem em junho-julho, mas ficam mais tempo na árvore.

Retirar a semente do fruto é difícil, estes podem ser plantados inteiros. De qualquer forma, a taxa de germinação é baixa.

Usos Sucupira

Fornece madeira muito dura, usada em construção civil.

Na medicina popular, seu óleo aromático volátil, produzido pela casca e pelas sementes, é utilizado contra o reumatismo. Já os nódulos da raiz, chamados de batatas-de-sucupira, são usados contra o diabetes.

Estudos farmacológicos demonstraram que o óleo dos frutos inibe a penetração pela pele da cercária da esquistossomose, podendo ser usada na profilaxia dessa endemia.

Observação importante:

Por ser morfologicamente parecida, a P. emarginatus e a Bowdichia virgilioides Kunth são com freqüência confundidas, mas os frutos são diferentes.

A Farmacopéia Brasileira de 1929 refere o uso da casca de sucupira em forma de extrato fluido e tintura, citando a espécie como Bowdichia virgilioides Humboldt, Bonplant, Kunth. Descreve a casca como apresentando-se em grandes pedaços planos ou levemente curvos, de comprimento e largura variáveis e 8–10 mm de espessura. A superfície externa é pardo-escura com numerosas verrugas cor de ferrugem, rachos longitudinais profundos e algumas fendas transversais muito espaçadas. A parte suberosa se desprende facilmente, expondo o parênquima cortical pardo-avermelhado. A face interna é amarelada, com estrias longitudinais bem visíveis. O sabor é amargo e adstringente.

Ervas

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Ervas frescas ajudam a diminuir o consumo de sal nas refeições

Wednesday, March 10th, 2010 | Author:

Não é só quem tem hipertensão que deve se preocupar com o excesso de sal na alimentação. A população brasileira consome, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, três vezes mais sal do que a quantidade indicada (seis gramas por dia). Para fugir do condimento, uma boa opção é apostar em temperos naturais, que além de mais saudáveis conferem um toque exótico à comida.

“Algumas ervas são ótimas alternativas para treinar um paladar acostumado com itens muito salgados ou temperados com condimentos industrializados. Com as ervas frescas é possível diminuir a quantidade de sal”, garante a nutricionista Juliana Gropp, do Instituto do Coração (Incor). Para não errar, o melhor é escolher temperos naturais, livres de contraindicações. Confira as propriedades de alguns deles:

- Manjericão: confere um sabor inconfundível a vários tipos de molhos, além de combinar muito bem com assados, saladas e massas. Uma boa dica é picar bem as folhas e amassá-las para que a erva solte ainda mais sabor. Por ser muito delicado, o ideal é que seja acrescentado ao final do preparo. Assim, ele não sofrerá alterações de sabor

- Louro: faz uma dupla de sucesso com o feijão, sendo indicado também no preparo de pratos com legumes, marinados e caldos. De sabor acentuado, deve ser usado com moderação – uma folha é o suficiente para liberar o sabor da erva. Atenção: retire a folha antes de servir o prato, pois não é agradável mastigá-la

- Alecrim: tem aroma marcante e sabor suave. Para realçar suas características, os ramos devem ser usados inteiros – ou picados no final do cozimento. Vai bem com aves, carne vermelha e legumes. Também pode ser usado na massa dos pães, para um sabor mais exótico

- Orégano: uma pequena quantidade desta erva, bem popular no Brasil, é o bastante para garantir o sabor inconfundível que ela tem. Comumente usada em massas e pratos da culinária italiana, sobretudo em pizzas, também combina com molhos, carnes, vegetais e receitas à base de queijo

- Tomilho: com folhas pequeninas e aroma suave, não é comum nas mesas brasileiras. Tem sabor marcante, porém delicado. Apesar de ser mais conhecido na combinação com carnes , faz boa parceria com peixes e batatas. Experimente também o tomilho-limão, que se diferencia do tradicional pelo aroma cítrico

- Hortelã: condimento usado tipicamente nas iguarias árabes, faz uma parceria interessante com receitas que levam carne – especialmente a de cordeiro. O ponto forte da erva é o seu aroma refrescante, sendo por isso também indicada para compor saladas e molhos gelados

Por Monique dos Anjos

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Cientistas comprovam que hortelã brasileira possui efeito terapêutico

Monday, December 14th, 2009 | Author:

Ervas

Estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, identificou que a hortelã brasileira (Hyptis crenata), conhecida no Brasil como hortelã-brava e salva-de-marajó , possui propriedades analgésicas muito parecidas com a de medicamentos vendidos comercialmente.

Muito utilizada para tratar febre, gripe, dor de cabeça e dor de estômago, a erva teve seus poderes terapêuticos comprovados por cientistas, que equipararam seus efeitos aos de uma aspirina do tipo indometacina. A equipe fez uma pesquisa no Brasil de como é preparado o chá e qual é a quantidade ingerida para reproduzir de maneira fiel os efeitos do tratamento.

Segundo os pesquisadores, o método tradicional é ferver a folha seca da erva por 30 minutos e deixar esfriar antes de beber.

Testes iniciais realizados com ratos obtiveram sucesso e, segundo os pesquisadores, o próximo passo é planejar testes clínicos para aliviar a dor nas pessoas utilizando a hortelã brasileira como meedicamento terapeutico durante estudos futuros.

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Lavrador surpreende cientistas com pomada natural

Monday, October 19th, 2009 | Author:

Ouro, pedras preciosas e minério são riquezas de montanhas que estimularam a família imperial a percorrer as trilhas e os atalhos de um pedaço de Minas Gerais. Isso foi há 200 anos. O trecho da estrada que liga Minas Gerais ao Rio de Janeiro é uma rota que mantém a tradição da fortuna e dos segredos escondidos pela terra, ou melhor, que brotam da terra. É interminável a variedade de plantas medicinais já encontradas na região. E o remédio do mato, o remédio da raiz, o remédio da tradição, que fazem parte da cultura popular, não param de surpreender a ciência.

Uma das descobertas veio das terras do lavrador Dario Moreira Dinis, de 79 anos. Ele, que mora em Joatuba, distante 70 quilômetros de Belo Horizonte, se orgulha de contar que é dono de uma receita “tiro e queda” para problemas na pele. E o teste mais importante foi feito nele mesmo. “Eu sofri com uma micose na perna durante dois anos. Não curava de jeito nenhum”, conta.

Remédio de farmácia, benzedeiras, nada resolvia. Até que, em um dia de muita dor, voltava para casa quando uma coisa estranha aconteceu. Ele conta que parece ter tido uma visão: “Quando eu virei para descer para minha casa, passou tudo pela minha testa: o que eu fizesse curaria minha perna”.

E o santo remédio estava muito perto, em canteiros, de onde ele tirou a receita que considera divina. “A pomada tem transagem, alcanfor e assa-peixe”, descreve. E mais: ele acrescentou bálsamo e marcelinha. Feliz da vida, saiu receitando a pomada para a vizinhança. Mesmo assim, levou sua invenção para os pesquisadores conhecerem.

“Ele veio e pediu que nós o ajudássemos com esses estudos, uma vez que não teria condições. Ele havia desenvolvido uma fórmula que não pode ser comercializada da maneira como preparou”, diz a doutora em ciência Tania Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Seu Dario procurou o lugar certo. A pomada está sendo analisada pela equipe de Tania Toledo. O remédio já está sendo testado em humanos, e os resultados não deixam dúvidas: a pomada de seu Dario é cicatrizante, antibacteriana e mata os fungos. Será patenteada em breve. “Ela não pode ficar no ar”, diz o lavrador.

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Benefícios da abóbora

Sunday, October 18th, 2009 | Author:

Saiba quias são as propriedades e os benefícios desta fruta.

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    Ervas

    • beneficios do suco da abobora

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    Canela

    Monday, October 05th, 2009 | Author:

    Chá de canela

    O chá de canela com gengibre acelera o metabolismo por ser termogênico, queimando as calorais! Além de dá energia e maior disposição para o dia-a-dia.

    Para fazer o chá:
    Ingredientes:
    1 pedaço de gengibre (4cm)
    1 pedaço de canela em pau
    1 litro de água.

    Modo de Preparo:
    Após ferver a água, acrescente o gengibre e a canela. Aguarde uns 20 minutos e tome em seguida!

    Canela Fotos

    Canela Foto

    Canela Foto


    Foto Canela

    Foto Canela

    Tudo Sobre Canela

    Um ingrediente pode fazer toda a diferença no sabor de um prato, mesmo que sua participação seja de coadjuvante. Em comidas ou em bebidas, essa é a principal função da canela (Cinnamomum zeylanicum). Uma pitada da especiaria na alimentação oferece aroma e gosto levemente adocicados, característica que fez dela um dos mais importantes produtos na história do comércio.

    Um dos mais antigos alimentos conhecidos e considerada símbolo da sabedoria na Antiguidade, a canela já foi muito procurada na Europa, período que gerou muitos lucros a seus comerciantes. Entre os séculos XVI e XVIII, a especiaria teve sua venda disputada por portugueses, holandeses e ingleses. Os três povos europeus ocuparam, sucessivamente, a ilha asiática de Sri Lanka (ex-Ceilão), apontada, junto com Mianmar (ex-Birmânia) e Índia, como berço de origem da planta.

    Os jesuítas foram os responsáveis pela introdução da canela aqui, onde as condições de solo favoreceram sua adaptação. O pé de canela necessita de 1.500 milímetros de chuva bem distribuída por ano, temperatura média anual acima de 25 graus célcius e umidade relativa do ar em torno de 80%. De ciclo perene, a caneleira pode atingir até 9 metros de altura e o tronco, 35 centímetros de diâmetro. Tem folhas verde-claras, brilhantes e lisas e muitos cachos ramificados com flores pequenas e amarelas ou esverdeadas.

    É da casca do tronco da árvore que se extrai a canela. Seu consumo pode ser em pó, raspas e rama, a popular canela em pau. Ela vai bem na preparação de pães, doces, tortas, compotas e até de alguns tipos de carne; polvilhadas em arroz doce, pastéis e panquecas; e é boa pedida para compor bebidas quentes, como chocolates e capuccino, sobretudo nos meses mais frios do ano.

    Além do uso culinário, a especiaria também é utilizada na elaboração de medicamentos e cosméticos, como perfumes, sabonetes e bronzeadores. Há indicações de que a canela ajuda aliviar gases abdominais, combater úlceras estomacais, hipertensão, resfriados e dores no abdome.

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    Erva Doce

    Wednesday, September 02nd, 2009 | Author:

    O funcho, também conhecido por anis-doce, erva-doce, maratro ou finóquio, ou fiuncho, é o nome vernáculo dado à espécie herbácea Foeniculum vulgare Mill. (sinónimo taxonómico de Anethum foeniculum L. e de Foeniculum officinale L.) uma umbelífera fortemente aromática comestível utilizada em culinária, em perfumaria e como aromatizante no fabrico de bebidas espirituosas e planta medicinal. O funcho é nativo da bacia do Mediterrâneo, com variedades na Macaronésia e no Médio Oriente, onde ocorre no estado silvestre, mas é hoje cultivado, sob diversas formas varietais, em todas as regiões temperadas e subtropicais.

    funcho

    Descrição

    O funcho é uma planta herbácea perene, de caules erectos múltiplos, com até dois metros de altura (mas em geral com menos de 80 centímetros), de cor verde intenso, por vezes glauco, tornando-se azulada quando em locais expostos à secura e a intensa radiação solar.

    As folhas são longas (até 40 cm) e delgadas, finamente dissecadas, terminando em segmentos filiformes a aciculares (com cerca de 0,5 mm de diâmetro), muito flexíveis, mas que, quando expostos à secura, endurecem exteriormente para evitar a perda de água.

    Produz inflorescências terminais compostas, umbeliformes, com 5 a 15 cm de diâmetro, contendo 20 a 50 flores pediceladas inseridas num único ponto do ápice da inflorescência, sobre pedúnculos curtos. As flores são minúsculas têm de 2 a 5 mm de diâmetro, amarelo a amarelo-esverdeadas.

    O fruto é uma semente seca, fortemente aromática, ovóide, de 4 a 9 mm de comprimento e 2 a 4 mm de largura, achatada e com entalhes longitudinais simétricos em ambos os lados.

    A raiz é rizomatosa, esbranquiçada e muito suculenta, armazenado grande quantidade de água.

    O cheiro e sabor característicos (em geral designados por “anis” ou “erva-doce”) resultam da presença de anetol, um composto fortemente aromatizante.

    Espécies associadas

    A maioria dos botânicos tende a considerar o Foeniculum vulgare como a única espécie legítima do género, considerando as outras espécies descritas como meras formas. Assim, apesar das grandes diferenças morfológicas, de teor em óleos essenciais e de sabor e cheiro, as espécies antes descritas neste género parecem ser meras subespécies ou variedades de F. vulgare.

    Dadas a presenças de óleos essenciais, a planta é muito resistente ao ataque de insectos herbívoros, sendo contudo hospedeira de alguns lepidópteros especificamente adaptados às suas características bioquímicas, incluindo formas larvais da Amphipyra tragopoginis e da Papilio zelicaon (que apenas se alimentam de umbelíferas.

    Dado o seu cheiro a anis, a planta é por vezes confundida com a Pimpinella anisum (o anis), uma espécie aparentada, mas muito diferente.

    Cultura e utilização

    É frequentemente utilizada em pequenas quantidades na cozinha mediterrânica como planta aromatizante, particularmente os das variedades menos ricas em óleos essenciais, serem consumidos em fresco como parte de saladas.

    Pode também ser incorporado em sopas, em particular sopas destinadas a serem consumidas frias. Um dos pratos típicos dos Açores é uma sopa de feijão e inhame com folhas e caules tenros de funcho.

    É frequente o seu uso como aromatizante em molhos, conservas de vegetais, curtumes e outros preparados semelhantes. Usada em baixas concentrações dá um aroma e sabor discretos, semelhante ao mentolado, mas bastante mais suave e doce.

    As sementes secas são utilizadas em chás e tisanas e como aromatizante em licores e bebidas alcoólicas destiladas (como a aquavit).

    Na Índia e China as sementes moídas são utilizadas para a produção de condimentos e especiarias, recebendo a designação de saunf ou moti saunf.

    As suas raízes são consideradas como tendo propriedades diuréticas, sendo por esta razão comercializadas pelas ervanárias. O chá de semente de funcho é utilizado para reduzir os gases intestinais, incluindo na primeira infância e em crianças lactentes.

    O anetol, o composto que lhe dá o cheiro e sabor característicos, é considerado estimulante das funções digestivas e carminativo, podendo ter propriedades coleríticas.

    Em concentrações elevadas os óleos essenciais do funcho apresentam actividade insecticida, apresentando actividade neurotóxica. Este óleo faz parte da farmacopeia europeia.

    Em perfumaria os óleos essenciais do funcho são utilizados para perfumar pastas dentífricas, champôs e sabonetes.

    Variedades e cultivares

    Pelas suas características aromáticas e pelos usos medicinais do anetol, o funcho tem sido utilizado desde a antiguidade, sendo já cultivado no Antigo Egipto.

    Na Grécia Antiga era designado por ??????? (marathon), estando na origem do nome Maratona (que afinal, em português seria Funchal), o local da mítica batalha de Maratona travada em 490 a.C. entre gregos e persas. A mitologia grega diz que Prometeu usou um talo de funcho para roubar fogo dos deuses.

    Existem múltiplas variedades cultivadas, a maior parte das quais seleccionadas pela doçura e baixa concentração de anetol, o que permite o consumo em saladas.

    Outros cultivares são seleccionados para a obtenção de grandes concentrações de óleos essenciais, sendo utilizados para perfumaria e para a produção de condimentos.

    Uma variedade de funcho, originária da Macaronésia e designada por F. vulgare azoricum (Mill.) Thell., caracterizada por caules mais suculentos e doces e menor concentração de óleos essenciais, o que os torna facilmente comestível em fresco, é hoje comercializada com a designação varietal de Florence. Esta forma da planta é espontânea nos Açores e na Madeira. A sua abundância está na origem do nome da cidade do Funchal, a actual capital madeirense.

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