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Tudo sobre Sucupira

Monday, March 22nd, 2010 | Author: Ervas Medicinais

Sucupira é o nome popular dado a várias espécies de árvores brasileiras, entre elas:

  • Pterogyne nitens (amendoim-bravo);
  • Acosmium subelegans (amendoim-falso);
  • Bowdichia virgilioides (sucupira-preto);
  • Diplotropis purpurea (sucupira-preta, da Amazônia);
  • Leucochloron incuriale (chico-pires);
  • Pterodon emarginatus (sucupira);
  • Pterodon polygalaeflorus — que alguns autores consideram a mesma espécie da Pterodon emarginatus;
  • Sclerobium álbum e Sclerolobium aureum (carvoeiro);
  • Sweetia fruticosa (angelim).

Outros nomes populares: faveiro, fava-de-sucupira, fava-de-santo-inácio, sucupira-branca, sucupira-lisa.

Características

É árvore de porte médio, de 8 a 16 metros, de copa piramidal rala. O tronco tem casca lisa branco-amarelada. As raízes formam às vezes expansões de reserva, as batatas-de-sucupira.

As folhas compostas bipinadas. Flores rosadas, em inflorescências terminais tipo panículo. A espécie Pterodon polygalaeflorus Benth., considerada por alguns autores como a mesma da P. emarginatus, ocorre mais ao norte do Brasil e tem flores azul-violeta.

Fruto tipo legume indeiscente, alado, com uma única semente protegida por cápsula fibrosa e envolta em substância oleosa numa estrutura esponjosa.

A árvore é decídua, não-pioneira, heliófita e xerófita, nativa de terrenos secos e arenosos. Apresenta dispersão descontínua, muitas vezes com populações puras.

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Floresce em setembro-outubro e os frutos amdurecem em junho-julho, mas ficam mais tempo na árvore.

Retirar a semente do fruto é difícil, estes podem ser plantados inteiros. De qualquer forma, a taxa de germinação é baixa.

Usos Sucupira

Fornece madeira muito dura, usada em construção civil.

Na medicina popular, seu óleo aromático volátil, produzido pela casca e pelas sementes, é utilizado contra o reumatismo. Já os nódulos da raiz, chamados de batatas-de-sucupira, são usados contra o diabetes.

Estudos farmacológicos demonstraram que o óleo dos frutos inibe a penetração pela pele da cercária da esquistossomose, podendo ser usada na profilaxia dessa endemia.

Observação importante:

Por ser morfologicamente parecida, a P. emarginatus e a Bowdichia virgilioides Kunth são com freqüência confundidas, mas os frutos são diferentes.

A Farmacopéia Brasileira de 1929 refere o uso da casca de sucupira em forma de extrato fluido e tintura, citando a espécie como Bowdichia virgilioides Humboldt, Bonplant, Kunth. Descreve a casca como apresentando-se em grandes pedaços planos ou levemente curvos, de comprimento e largura variáveis e 8–10 mm de espessura. A superfície externa é pardo-escura com numerosas verrugas cor de ferrugem, rachos longitudinais profundos e algumas fendas transversais muito espaçadas. A parte suberosa se desprende facilmente, expondo o parênquima cortical pardo-avermelhado. A face interna é amarelada, com estrias longitudinais bem visíveis. O sabor é amargo e adstringente.

Ervas - Nome cientifico - Propriedades

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Category: Sucupira

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